Midnight – “Rebirth in Blasphemy” (2020)
Metal Blade Records
#BlackMetal, #SpeedMetal, #BlacknRoll
Para fãs de: Venom Inc, Chrome Division, Motörhead
Nota: 7,5
“Este álbum é um renascimento”, disse Athenar, a mente e corpo por trás do Midnight. E a mistura de Black Metal, Speed Metal e Punk Rock criada pelo grupo pode ser denominada facilmente de “Black N’ Roll”. A sujeira e agressividade do Black Metal de nomes como, por exemplo, Venom e Bathory estão presentes, assim como do Punk e Hardcore do Black Flag, Misfits, entre outros. Aliados à isso, a velocidade do Speed Metal, cujo pai de todos chama-se Motorhead, formam uma música suja, extrema e bastante direta, voltada para o black metal, ainda mais se levarmos em conta o lirismo com o qual o grupo se identifica e propaga no seu trabalho.
O vocalista/guitarrista/baixista e baterista Athenar sabe exatamente como o “grupo” deve soar, desde suas primeiras demos, passando pelos inúmeros EP’s, Splits, compilações, além dos três álbuns já lançados pelo nome de Midnight. E isso já se mostra perceptível logo no início, com a sujeira dominante em “Fucking Speed and Darkness”, uma das melhores faixas do trabalho. A faixa título tem uma pegada bem próxima do que o Venom fazia em seus primeiros discos, ou seja, um Rock N’ Roll sujo, veloz e com uma letra blasfema. “Escape the Grave” seria uma mistura de Misfits e Motörhead, apenas com uma senhora dose de sujeira extra. Outros bons momentos são as faixas “Rising Scum”, cadenciada, lembrando o que o mestre Quorthon fazia no Bathory, “Warning From the Reaper”, um misto de black, thrash e punk, “Cursed Possessions”, outro momento “motorheadiano”, e o punk rock puro de “The Sounds of Hell”.
“Rebirth by Blasphemy” é indicado para os fãs saudosistas dos anos 80, que curtem o lado mais sujo e agressivo do metal, principalmente se o Venom for uma das suas principais referências. Não muda nada do que vem acontecendo dentro do estilo, mas garante alguns minutos de diversão.
Sergiomar Menezes
