Mist Of Misery – “Fields of Isolation” (EP) (2017)
Black Lion Records
#SymphonicBlackMetal, #AtmosphericBlackMetal
Para fãs de: Dimmu Borgir, Borknagar
Nota: 8,0
Todos nós headbangers temos aquelas bandas que amamos intensamente, aquelas que a cada novo lançamento, paramos absolutamente tudo o que estamos fazendo, e no momento de nossa primeira audição, somos capazes de esquecer tudo que nos acerca no dia a dia agitado que temos, pra voltar nossas atenções apenas e tão somente, para a música. Pois é, meus amigos, quando recebi essa preciosidade para resenhar, passei por essa experiência, e apesar de ter aproximadamente 500 coisas pra fazer naquele momento, esqueci-me de todas elas e apertei o play do meu computador, e confesso que quase fui às lágrimas.
Pra mim, o Mist of Misery é uma joia rara, uma pedra preciosa de enorme valor emocional, já que sua música consegue dosar de maneira praticamente perfeita, o lado melódico do metal negro com a agressividade tipicamente nórdica, e isso tudo, sem esquecer de gravar seus álbuns de maneira profissional e com uma perfeita mixagem final; seu som é límpido e cristalino como todas as bandas deveriam soar, mas especialmente as bandas do estilo insistem em gravações sujas e abafadas, chegando a soar por vezes, irritantes.
Lendo esses 2 parágrafos iniciais, imagino que você, caro leitor, deva estar se perguntando o porquê de uma nota 8 para um EP de uma banda que é tão especial para mim, e a resposta é que, infelizmente, a banda insiste em gravar várias faixas instrumentais de curta duração, sendo que a maioria delas, não acrescenta em nada ao brilhante trabalho realizado em todas as faixas vocalizadas, essas sim, absolutamente irretocáveis. Temos aqui, 8 faixas, sendo 5 delas, instrumentais, um verdadeiro desperdício de talento. Mas as outras 3 faixas, valem, e muito, a atenção do ouvinte.
No link abaixo você pode ouvir a fantástica faixa título, a melhor do trabalho, mas não deixe de apreciar, sem nenhuma moderação, as espetaculares “Hymn to Silence” e “Tortured by Solitude” cover da banda alemã de um homem só chamada Coldworld. Das faixas instrumentais, consigo dar um pequeno destaque à bela melodia de piano de “A Drift in Cosmic Vacuum”, mas muito aquém do que ouvimos nas 3 faixas já citadas.
Que a banda perceba que sua melhor performance é compondo e cantando músicas mais rápidas e pesadas, e se desapegue de vez desse lado mais viajante. Agora é só esperar pelo novo álbum completo de estúdio, prometido pela banda já para o próximo ano, e torcer para que eu possa dar uma nota 10.
Mauro Antunes
