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Mitsein – “I Will Find My Way” (2020)

Mitsein“I Will Find My Way” (2020)
Independente
#SymphonicMetal, #GothicMetal

Para fãs de: Lacuna Coil, After Forever, Evanescence

Nota: 5,0

Apesar do nome de origem germânica, Mitsein é uma banda brasileira de metal sinfônico, que chega com seu álbum de estreia “I Will Find My Way”. O (atual) quarteto se aventura no terreno das bandas female-fronted, bebendo das mesmas fontes de bandas titânicas já há muito consagradas, cujo cenário já está muito mais do que esgarçado. Observemos que “esgarçado” não significa morto. Como se dá em inúmeros outros gêneros, por conta da intensa e avassaladora produção e divulgação musical dos últimos anos, diversas bandas têm lidado com a necessidade de se reinventar dentro do seu estilo. Isso porque temos visto cada vez mais bandas que trazem “mais do mesmo”, e tentam reproduzir aquilo que já foi idealizado, criado, e explorado através de anos e anos. Isso é um problema ubíquo, que desafia bandas grandes e pequenas em praticamente todos os estilos, e um gênero grande e denso como o metal sinfônico não é exceção. Algumas bandas conseguem vencer essa barreira criativa; já outras não. Será que o Mitsein trouxe o necessário para se destacar nacional e internacionalmente dentro do metal sinfônico?

O álbum está muito bem-produzido. A mixagem está afiadíssima, e todos os instrumentos se fazem ouvir, na medida certa, com timbres agradáveis. O álbum é bastante curto, com cerca de 28 minutos divididos em apenas seis faixas. O som é direto ao ponto, sem muitas camadas de instrumentos. Na maior parte do tempo, o que se ouve do instrumental é o som do duo de guitarras e a cozinha; sem muitos destaques para teclados. Em termos de influências, a banda tende mais para o lado do Lacuna Coil, com um quê de After Forever, mas sem os elementos progressivos ou atmosféricos que remetem a sons mais elaborados, como Nightwish ou Epica.

Entretanto, como fã do gênero, a resposta para a pergunta inicial é um triste “não”. No geral, o álbum soa morno, sem nenhum elemento criativo que o destaque, nenhum ponto que realmente chame a atenção, seja na composição ou na execução. A voz mezzo-soprano de Cristienne Graciano é elegante e reflete talento, mas em nenhum momento é exigida em sua capacidade, versatilidade ou alcance, flutuando em tons médios dentro da curva de harmonias simplórias e nada atraentes. As guitarras base soam com punch na medida certa, mas os solos e leads deixam muito a desejar. Muito. Especialmente na criatividade. Definitivamente não parecem estar à altura do que a banda se propõe. Ouça “Scars” e tire suas conclusões; chega a ser agoniante. Algumas canções soam extremamente repetitivas em melodias difíceis de digerir; o que torna chegar ao final de faixas como “Reborn” um desafio terrível.

Apesar do sincero esforço do grupo, o trabalho atual ainda denota falta de criatividade para acender uma nova chama no gênero e levar a banda a águas mais profundas.

Will Menezes

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