Mob Rules – “Beast Reborn” (2018)
Steamhammer
#PowerMetal, #SpeedMetal
Para fãs de: Helloween , Gamma Ray
Nota: 8,0
Uma vez alguém disse que todos os riffs de metal já foram criados por Tony Iommi (Black Sabbath) e que tudo que veio depois são variações: um pouco mais lento, mais rápido, um pouco mais de notas, mais pesado, etc. Se é verdade ou não, a mesma coisa pode ser dita do Helloween em relação aos riffs de Power Metal. Tudo que veio depois se apropriou de uma certa linguagem estética que os pumpkins criaram e fato é que os alemães do Mob Rules beberam bastante da fonte de Kai Hansen e cia, e no último disco, “Beast Reborn”, vemos boas passagens que lembram os tempos áureos do Power, mas também temos um quê de personalidade aí.
Se em certos momentos tudo soa meio genérico, como em “Ghost of a Chance” ou “Sinister Light” (essa é para bater cabeça no show), do meio para o final a qualidade das composições aumenta e músicas como “Children´s Crusade” valem a audição, embora soem bastante como riffs do Helloween, como um “I Want Out” modificado. Outro destaque é “War of Current”, uma faixa na vibe Iron Maiden do “Brave New World”, mais lenta e com a guitarra embalando aos poucos uma levada mais sombria.
O veterano vocalista Klaus Dirks fez aquele feijão com arroz bem temperado que não desagrada quem já conhece o cardápio e um de seus momentos de maior brilho foi na emocionante balada “My Sobriety Mind (For Those Who Left)” que ele canta com todo coração ao lado da convidada Ulli Perhonen, dona de uma bela voz que contrastou muito bem.
Apesar de um começo problemático, “Beast Reborn” logo entra nos eixos e consegue ser marcante, sem ousar sair da fórmula já conhecida de refrão grudento, riffs de guitarra agudos e pedal duplo. Vale a audição, pois muitas vezes o menos é mais e é melhor um feijão com arroz bem temperado do que um salmão ao molho de maracujá azedo e estragado.
Gustavo Maiato
