Monument – “Hellhound” (2018)
ROAR!
#HeavyMetal, #NWOBHM
Para fãs de: Iron Maiden, Ronnie James Dio, Angel Witch
Nota: 4,0
Se a bandeira da renovação do heavy metal tivesse que ser segurada pelos britânicos do Monument, com certeza o estilo teria afundado em um oceano de mesmices e amarras que impossibilitaria o grande cardápio de subgêneros que temos hoje em dia a nossa disposição.
A banda vem na estrada desde 2012 e lança agora “Hellhound”, o terceiro trabalho da carreira, que nada mais é do que uma cópia descarada dos primeiros discos do Iron Maiden com pouquíssimos pontos que fogem a esse estigma.
Longe de conseguir copiar um Paul Di’Anno ou Bruce Dickinson, por exemplo, o vocalista Peter Ellis não tem nenhum traço marcante em sua voz e sua melhor performance é em “Straight Through The Heart”, que tem um refrão que bota em evidência notas mais longas na linha vocal. A música tem até uma boa introdução de guitarras gêmeas e o baixo de Dan bate aparece soando sozinho (estilo Steve Harris).
A música abre-alas, “William Kid”, tem um pezinho no power metal e é cheia de velocidade, riffs melódicos e aquelas pausas características de bandas do new wave of british heavy metal como Angel Witch. A bateria é muito influenciada por Nicko McBrain (Iron Maiden) e até a maneira de tocar os pratos de condução e o tipo de virada usando bastante os tons é marca do lendário baterista.
“The End” finalmente muda a dinâmica do disco com uma intro lenta, pena que seja exatamente da maneira que o Iron Maiden faz também. Pelo menos o riff é um pouco mais original. Pelo número maior de dinâmicas e construção mais complexa, talvez ganhe o título de melhor do disco.
“Hellhound” é um disco que se fosse lançado no final dos anos 80 já seria datado, e por ter sido lançado em 2018, o problema fica maior ainda: nada de novo, plágio conceitual e preguiça criativa.
Gustavo Maiato
