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Morbikon – “Ov Mournful Twilight” (2022)

Morbikon – “Ov Mournful Twilight” (2022)

Tankcrimes
#BlackMetal, #MelodicBlackMetal

Para fãs de: Marduk, Watain, Dissection

Nota: 8,0

Uma das coisas que os fãs de metal mais apreciam são os surgimentos de super grupos. Seja em qualquer gênero, unir grandes músicos em um projeto, ainda mais quando esse difere de sua banda principal, é um deleite para todos, devido à grande possibilidade de acerto e de um trabalho de qualidade. Essa é a proposta do Morbikon, banda formada por Phil “Landphil” Hall (baixo, guitarra), Dave Witte (bateria), ambos do Municipal Waste e várias outras bandas; e Mathias “Vreth” Lillmans (vocais) da banda de Black Metal Finntroll, que lançou seu primeiro álbum de estúdio “Ov Mournful Twilight”, via Tankcrimes.

Começando pela capa, ela se assemelha muito aos trabalhos já apresentados pelo próprio Finntroll, com as cores preto e azul dando um ar de Black Metal Melódico e também tendo algo de sinistro na mistura.  Já a sonoridade a banda certamente apresenta uma dose extra de raiva incontrolável, com riffs ferozmente melódicos, muita pegada Thrash e muito entusiasmo. Todos da banda trazem algo a mesa, desde a poderosa bateria com partes mais lentas e outras com muitos blast beats, as guitarras cortantes e os solos inspirados que deixariam o Jon Nödtveidt (Dissection) feliz e os vocais gritados e agressivos no melhor estilo Black Metal anos 90. Existem outros pontos como os toques de Black ‘n Roll e Blackened Death Metal que fazem do álbum ainda mais interessante.

A primeira música “Consumed by Entropy” merece um destaque já que começa com um solo de alavanca matador, um ritmo frenético que remete no mesmo instante ao que o Marduk faz em seus discos. Falando em Marduk, a banda certamente serviu de inspiração para o Morbikon, já que a agressividade dos vocais e a velocidade são muito iguais ao que os suecos fazem. “Universal Funeral” começa rápida, mas vai pra um ritmo mais cadenciado em sua metade com alguns cânticos no meio.

“Deaththirst” retoma a agressividade do começo, alternando com passagens mais obscuras e diminuindo a velocidade, mas que não deixa o peso nem a ambientação cair. A faixa-título começa com um som mais soturno, vai para a velocidade mas se destaca pelo riff que serve de introdução ao solo incrível. Destacando os vocais de Vreth que faz um trabalho excelente, encaixando muito na proposta da banda e que pode figurar entre os melhores dentro do Black Metal.

A produção é muito boa, mas com espaços para melhorias, tendo em vista que a estrutura possa acabar soando um pouco saturada, mas certamente a banda soube como produzir um som que nos leva diretamente aos saudosos anos 90 e da grande explosão do gênero.

É fácil dizer que a banda se divertiu muito fazendo o álbum, já que juntos eles produziram um disco ideal para quem não conhece o gênero, para os que são fãs assíduos e para os que apenas querem relaxar ouvindo algo extremo. O Morbikon pode não aparecer entre os destaques nesse momento, mas eles tiveram um início bem sólido e um caminho grande pela frente, e sua sonoridade é perfeita para bater cabeça em um mosh pit infernal.

Lucas David

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