Moribund Oblivion – “Endless” (2020)
Talheim Records Germany
#BlackMetal
Para fãs de: Celtic Frost, Mist Of Misery, Agalloch
Nota: 8,5
Uma peça chave para a criação de boas composições extremas, além da criatividade em si, é a vontade de ousar. Dito isso, trago aqui uma horda que leva essa palavra para o além do infinito. Os turcos do Moribund Oblivion se perfazem pela mistura de diversos elementos rítmicos, muitas vezes amparados pela premissa de um Rotting Christ (por exemplo), mas também em composições mais intimistas e subliminares, como o Agalloch fez em grande parte da carreira. Neste seu sétimo álbum de estúdio, a ousadia se diversificou e criou um “divisor de águas”. Vamos saber o porquê.
Tendo em vista que em seus dois primeiros discos “Khanjar – Ruins of Kara-Shehr (2004)” e “Machine Brain (2005)” fizeram todo o papel da introdução apoteótica da horda, encontramos nesse sétimo trabalho uma identidade diversificada e mais enraizada naquilo que os caras sempre buscaram; a quebra de paradigmas. Aqui temos a variação de muita técnica e cadência com melodias mais densas e, até certo ponto, técnicas.
Já aviso que quem gosta de um trabalho mais traçado e linear, aqui irá estranhar muito, visto que a ideia do disco é realmente subverter o Black Metal para algo mais transcendente. As oito faixas entregam um prato cheio de riffs afiados e passagens vanguardistas, sem nunca perder os alicerces trevosos.
Sim, senhores… é mais um disco para se escutar quando quiser “brisar” bem e fugir das regras fonográficas. Mesmo assim, é digno de muito respeito e consideração. Recomendo e muito!
Aldemar Ferreira
