Motorowl – “Atlas” (2018)
Century Media Records
#DoomRock, #DoomMetal
Para fãs de: Black Space Riders, Mountain Dust, Death Alley
Nota: 8,5
“Nós não nos estabelecemos limites. Nossa música é movida pela emoção, e não pelo gênero. O sentimento vem em primeiro lugar”, diz Max Hemmann, vocalista, guitarrista e porta-voz do Motorowl. Na contramão desse discurso, porém, o quinteto alemão define seu som como “Doom Rock Psicodélico”. Só que se tem coisa que não se ouve em “Atlas”, segundo trabalho dos caras, é a tal da psicodelia; a menos, é claro, que você esteja chapado. Aí, meu brother, até o vizinho martelando prego na parede vai soar psicodélico.
Se falta a psicodelia — ou o que este que vos escreve entende por psicodelia, melhor assim? —, sobra no lado Doom da coisa, com guitarras maciças tipicamente Stoner e sintetizadores com timbragens incomuns a postos proporcionando climas atmosféricos, vibes sorumbáticas e picos de headbanging que fazem jus ao extenso rol de influências mencionado: Black Sabbath, Pentagram das antigas, bandas veteranas do Kraut Rock, Baroness e aquele que é frequentemente apontado como um dos gênios da atual geração: Mikael Åkerfeldt, do Opeth.
O que mais surpreende, no entanto, é o fato de “Atlas” ter sido gravado no tempo recorde de dez dias, quase que inteiramente ao vivo em estúdio, de modo a capturar a energia do momento e a sinergia dos músicos — olha só eu vindo com papo de doidão —; ou seja, o fator orgânico impera por aqui, com todas as minúcias que, para o bem e para o mal, só gente de carne e osso é capaz de fazer. Disponível em CD, LP ou digital.
Marcelo Vieira
