Mundo Metal Fest: festival estreia com lendas, revelações e alguns dos nomes mais fortes do metal brasileiro atual

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Mundo Metal Fest: festival estreia com lendas, revelações e alguns dos nomes mais fortes do metal brasileiro atual

A cena underground brasileira ganhará um novo capítulo em 2026 com a chegada da primeira edição do Mundo Metal Fest, evento organizado pelo pessoal do site Mundo Metal, que aposta exclusivamente em bandas nacionais e reúne diferentes gerações do heavy metal em uma mesma celebração.

Marcado para acontecer na capital paulista, na Burning House, dia 21 de novembro, o festival nasce cercado de expectativa justamente por unir artistas históricos, bandas em plena ascensão e representantes de várias vertentes do metal extremo e tradicional. Em um cenário em que muitos eventos priorizam atrações internacionais, a proposta do Mundo Metal Fest vai na direção oposta: fortalecer a produção brasileira e criar uma identidade própria dentro do circuito underground.

Outro detalhe importante revelado pela organização é que a ideia do festival vem sendo cultivada há mais de 12 anos, praticamente desde o surgimento do próprio Mundo Metal. Segundo os organizadores, a intenção sempre foi criar um encontro geracional capaz de unir headbangers de diferentes vertentes em torno da música pesada nacional.

Além disso, o line-up da estreia chama atenção pela qualidade e pelo momento vivido por cada uma das bandas confirmadas.

Stress: raízes do metal brasileiro ainda em ebulição

Formado em Belém no final dos anos 70, o Stress não apenas participou do nascimento do heavy metal nacional — ele ajudou a moldá-lo. Em um período em que o gênero ainda engatinhava no Brasil, o grupo lançou discos que se tornaram referência obrigatória, como Stress (1982) e Flor Atômica (1985), ambos considerados pilares do estilo no país.

Atualmente, a banda segue na ativa com Roosevelt Bala (vocal e baixo), André Chamon (guitarra) e Frank Sagica (bateria). Mesmo após décadas de estrada, o trio mantém uma postura longe de ser apenas nostálgica. Pelo contrário: além de revisitar clássicos como “A Chacina” e “Coração de Metal”, o grupo também trabalha em composições inéditas, mantendo sua relevância artística.

Outro ponto importante é o impacto cultural do Stress fora do eixo tradicional do metal. Oriundos da região Norte, eles ajudaram a descentralizar a cena e provaram, ainda nos anos 80, que o metal brasileiro não se limitava ao Sudeste.

A escolha do Stress como headliner também carrega um peso simbólico importante para o festival. A organização do Mundo Metal destacou que o evento surge como uma resposta direta a práticas recorrentes da cena underground, onde muitas bandas ainda tocam sem cachê — ou até pagam para se apresentar. A proposta do festival, portanto, também envolve valorização artística e respeito aos músicos nacionais.

Paradise In Flames: consistência, evolução e alcance global

Criado em Belo Horizonte em 2003, o Paradise In Flames levou anos lapidando sua identidade até alcançar o nível atual. Hoje, a banda é frequentemente citada como um dos principais nomes do metal extremo brasileiro no cenário internacional.

A formação atual reúne Ninom Monteiro (vocal e guitarra), Rafael Cardoso (guitarra), Alexandre da Mata (baixo), Lucas Drumond (teclados) e Wallisson Rodrigues (bateria). Essa configuração contribuiu diretamente para a evolução sonora percebida nos trabalhos mais recentes.

A discografia recente mostra uma progressão clara. Devil’s Collection (2020) apresentou uma fase mais agressiva; Act One (2021) ampliou o uso de elementos sinfônicos; e Blindness (2024) consolidou a maturidade da banda, com produção refinada e composições mais ambiciosas.

Além disso, o Paradise In Flames vem acumulando experiências importantes fora do Brasil, com participações em festivais e turnês que ampliaram sua visibilidade. Esse crescimento internacional reforça o peso de sua presença no Mundo Metal Fest.

Stormsorrow: impacto imediato e crescimento acelerado

Entre as bandas mais novas do line-up, o Stormsorrow representa bem a força da nova geração. Surgido em Goiás, o grupo rapidamente saiu do anonimato após o lançamento de The Blood Red Horizon (2025), álbum de estreia que chamou atenção pela qualidade acima da média.

A banda gira em torno de Kahlil Souto (vocais e guitarras), acompanhado por Vicente Luiz (guitarra), Yuri Passos (baixo) e Arthur Albuquerque (bateria), músicos que ajudam a construir uma sonoridade híbrida, transitando entre o peso do death metal, a velocidade do thrash e a melodia característica do death melódico europeu.

O disco de estreia trouxe faixas que rapidamente ganharam destaque, como “Burning Skies”, “Post-Truth Warfare” e “The Storm Will Remember My Name”, evidenciando uma habilidade rara de equilibrar agressividade com apelo melódico. Outro diferencial foram as participações especiais de nomes relevantes da cena, ampliando ainda mais o alcance do trabalho.

Desde então, o Stormsorrow vem consolidando seu nome com apresentações ao vivo consistentes e presença crescente na mídia especializada, sendo frequentemente citado como uma das apostas mais promissoras do país.

Deathgeist: tradição renovada com pegada internacional

O Deathgeist é um exemplo claro de como o metal tradicional pode evoluir sem perder sua essência. Oriunda de São Paulo, e formada por Adriano Perfetto (vocal e guitarra), Victor Regep (guitarra), Maurício ‘Cliff’ Bertoni (baixo) e Fernando Oster (bateria), a banda construiu sua trajetória com base em influências clássicas do heavy e thrash metal, mas sempre buscando identidade própria.

O lançamento de seu quarto álbum Underworld (2026), marcou um novo patamar na carreira do grupo. O álbum apresenta composições mais elaboradas, maior cuidado na produção e uma execução técnica mais apurada, sem abrir mão da agressividade característica.

A banda também chega ao festival embalada por uma recente e bem-sucedida turnê europeia, experiência que ampliou sua bagagem de palco e fortaleceu sua presença internacional. Segundo o próprio Mundo Metal, o grupo aposta em apresentações intensas e grande consistência ao vivo, especialmente para fãs do heavy/thrash old school.

Outro ponto de destaque recente foi a presença da banda em festivais europeus, incluindo o respeitado circuito underground de Portugal. Essa experiência internacional contribuiu diretamente para o amadurecimento do grupo e ampliou sua visibilidade fora do Brasil.

No palco, o Deathgeist se destaca pela intensidade e pela fidelidade ao espírito do metal clássico, entregando performances diretas, pesadas e cheias de adrenalina.

Exkil: energia jovem e identidade em construção

O quarto nome do cast, o Exkil representa a vitalidade do interior paulista dentro da nova geração do thrash metal. Formada em Piracicaba, a banda vem conquistando espaço com uma proposta que une velocidade, técnica e atitude.

Após o EP Between Death And Chaos, o grupo deu um salto significativo com o lançamento de Violence Prevails (2025). O álbum mostrou evolução tanto na composição quanto na produção, consolidando a identidade sonora da banda.

Um dos pontos que chamaram atenção foi a participação de Marcello Pompeu (Korzus) na faixa “Titans Rising”, evidenciando o reconhecimento do Exkil por nomes já estabelecidos da cena.

Além disso, faixas como “Drive You Nuts” também passaram a receber destaque entre os fãs, reforçando a combinação entre agressividade e técnica apresentada pela banda. O grupo formado por Daniel Ferrante (vocal e guitarra), Gabriel Bunho (guitarra) e Evandro Tapia (baixo), e mais um novo baterista que será apresentado em breve, chega ao festival carregando o peso de representar a força do underground do interior paulista e consolidar seu nome entre as grandes revelações nacionais.

Com um repertório que inclui músicas como “Reckoning” e “Nothing Shall Remain”, a banda vem se firmando como presença constante em shows e festivais, especialmente pela entrega intensa ao vivo

Um retrato fiel da cena atual

Ao reunir essas cinco bandas, o Mundo Metal Fest constrói um panorama bastante representativo do metal brasileiro contemporâneo. De um lado, nomes históricos que ajudaram a definir o gênero no país; de outro, artistas que vêm renovando a cena com novas abordagens e projeção internacional.

O evento acontece no dia 21 de novembro de 2026, com abertura da casa às 16h e início previsto para 16h30. Os ingressos já estão disponíveis pela plataforma 101Tickets.

Assim, mais do que um simples festival, o evento se posiciona como uma vitrine do que o Brasil produz de mais relevante dentro do heavy metal hoje — e, ao mesmo tempo, um indicativo claro de que o underground nacional segue vivo, ativo e em constante evolução.

SERVIÇO – MUNDO METAL FEST 1ª EDIÇÃO
Bandas: Stress, Paradise In Flames, Stormsorrow, Deathgeist e Exkil
Data: 21 de novembro de 2026
Local: Burning House
Endereço: Av. Santa Marina, 247 – Água Branca – São Paulo/SP
Realização: Mundo Metal
Abertura da casa: 16h
Início do evento: 16h30
Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Mundo-metal-fest
Classificação: 18 anos

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