Municipal Waste
– “Slime And Punishment” (2017)
Nuclear Blast
#Hardcore, #Crossover, #ThrashMetal
Nota: 10
Demorou, foi angustiante, mas finalmente eles voltaram. A maior banda Hardcore/Crossover dos últimos tempos lança, após longos e intermináveis cinco anos, seu mais novo trabalho. “Slime and Punishment” é tudo aquilo que esperávamos e ouso dizer que vai além daquilo que poderíamos vislumbrar em se tratando do quarteto estadunidense.
Pela primeira vez se tornam um quinteto, com a adição de Nick Poulos na segunda guitarra (Bat, Volture), o que confere ao grupo uma pegada mais dinâmica e encorpada, deixando as composições com um ar renovado. Sangue novo que veio a somar…e muito. A proposta inicial permanece intacta, com Tony Foresta berrando desesperadamente como se dormisse no Municipal Waste e acordasse no Iron Reagan. Entendeu?. Significa compromisso total com público e bandas!
O disco soa tão coeso e homogêneo que parece aquele álbum de estréia muito aguardado de uma banda revelação, e a gente quase se esquece por um momento que os caras já estão mais do que “amaciados” nessa estrada, já contabilizando 16 anos de uma trajetória vencedora no gênero.
O Municipal Waste ajudou a pavimentar a estrada do famigerado Thrash da nova geração, sendo um dos precursores deste segmento que revela boas bandas a cada ano, e nem podia ser diferente, pois ninguém une dois mundos distintos tão bem quanto eles. “Slime and Punishment” promove essa união entre o Thrash e o Hardcore de forma concisa, simples, mas empolgante como jamais existiu.
Não é exagero creditar este álbum como um recomeço para a banda, o surgimento de uma nova era onde podemos, felizes e realizados, nos acotovelarmos com vigor ao som dos mais recentes clássicos do estilo.”Breathe Grease” é o melhor início de disco já escolhido por alguém, pois dá a real dimensão do poder de fogo de “Slime and Punishment” logo de cara. Palhetadas e riffs ferozes, com um refrão que é pura adrenalina e empolgação.
E se a primeira impressão já é das melhores, espere até ouvir as massacrantes “Enjoy the Night”, “Dingy Situations”, “Shrednecks”, “Poison the Preacher”, ahhhh…, todas elas, do princípio ao fim, numa sequência da mais pura devastação Hardcore yankee. Uma faixa se complementa, realça, umas as outras, criando algo soberbo em termos de som brutal e urgente. Agora eu já fiquei na dúvida do meu candidato à disco do ano.
Ricardo L. Costa




