Mystic Circle – “Erzdämon” (2023)
Fireflash Records | Shinigami Records
#Black Metal #MelodicBlackMetal
Para fãs de: Dimmu Borgir, Emperor, Rotting Christ
Nota: 10
O Mystic Circle demorou levou menos tempo para lançar um novo disco dessa vez, o sucessor de “Mystic Circle” (2012) chegou na forma de “Erzdämon” (alemão para Archdemon) esse ano e trouxe consigo a mesma destruição sonora do anterior, elevada a uma nova potência.
A banda trilhou o caminho do Black Metal melódico, mais sombrias e atmosféricas para mostrar sua pegada mais áspera e sórdida do gênero, com sutis toques de Heavy e Death Metal mais tradicionais, trazendo de volta também o uso de vocais limpos. A imagem da banda continua centrada em Beelzebub (vocal, guitarra, baixo e teclado) e A. Blackwar (vocal, guitarra, bateria e teclado), apresentando a dupla mais demoníaca do que nunca, seja nos instrumentais, quanto nas letras e as mudanças de vocais para derrubar qualquer um.
A faixa-título abre o álbum com ótimas melodias criadas pelas guitarras e os teclados potencializam certa beleza fúnebre que a música apresenta, com esses elementos se repetindo em “From Hell”, onde as mudanças de ritmos do baixo e da bateria oferecem um bom contraste entre agressividade e melodia. Em “The Unholy Trinity”, as primeiras influências do Thrash/Death Metal do Black Metal são claras, com aquele sentimento que só pertence a bandas do gênero que começaram suas carreiras nos anos 90.
“Scarecrow”, que foi um dos primeiros singles, começa com uma introdução sinistra e logo segue para um Black Metal que nos remete às bandas da Noruega, adicionando corais e com um refrão que gruda na cabeça. “Asmodeus and The Temple of God” é a melhor faixa do disco, começando com uma levada cadenciada que logo segue para um ataque de blast beats, vocais rasgados e uma avalanche de riffs de guitarra. Destaque para os vocais de Beelzebub que entrega uma performance incrível, dando a faixa uma brutalidade única. Uma parte inusitada de guitarra com efeitos introduz “Skinwalker”, e logo blast beats rápidos e agressivos invadem os ouvidos, com melodias de teclado que gelam a espinha e ótimas melodias de guitarra criam uma aura gélida e devastadora para a banda meio da música, com bateria técnica).
Os fãs de Black Metal e Metal Extremo no geral que não conhecem o Mystic Circle deveriam ir agora atrás de seus álbuns, começando por “Erzdämon”, que se mostra um dos trabalhos mais sólidos da banda. Agradando também os fãs antigos, certamente esse disco irá figurar entre os melhores lançamentos do ano. Recomendado!
Lucas David
