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Mystic Circle – “Mystic Circle” (2022)

Mystic Circle“Mystic Circle” (2022)
Atomic Fire Records | Shinigami Records
#BlackMetal, #MelodicBlackMetal

Para fãs de: Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Naglfar

Nota: 9,0

Nos últimos anos muitas bandas estão retomando aquele som do Black Metal anos 90, e com isso produzindo novos clássicos para o gênero. Dentre essas bandas está o Mystic Circle, uma das mais famosas e infames da leva alemã, que apresentou seu mais novo petardo “Mystic Circle” via Atomic Fire Records. A banda não lançava nenhum material desde 2007, quando a banda entrou em hiato, e agora com seu oitavo álbum de estúdio eles mostram o porquê não deveriam ter esperado tanto tempo para presentear os fãs com nove músicas infernais e Oldschool. O novo álbum homenageia muito bem os anos 1990, ainda que coroado por uma produção moderna, como se o velho espírito nunca tivesse ido embora.

Como se para pronunciar ainda mais essa mistura e aperfeiçoamento, a música de abertura, “Belial Is My Name”, mostra esse novo código de conduta da banda no final dos anos 1990 preenche a lacuna entre os anos, quase como se mais de duas décadas não tivessem passado. A faixa define o tom para todo o álbum de forma bastante pungente: o Mystic Circle está evocando um metal que é predominantemente rápido e agressivo, exceto pela estranha faixa atmosférica, como “Hell Demons Rising”. Entretanto, não entenda o “atmosférico” aqui como planaltos pós-rochosos de flutuação livre em gravidade zero. Ainda é um soco de metal, embora o soco seja executado com um fervor um pouco mais elegante, como se fosse um movimento de balé.

Outro destaque é a faixa “Darkness in Flames”, que começa com uma orquestra em um ritmo um tanto quanto diferente, mas que logo despenca em uma sucessão de blast beats e vocais infernais, que ainda apresenta espaços para as mesmas orquestrações durante a música, com uma pegada a lá Cradle of Filth, mas que não deixa a brutalidade cair. “The Arrival of Baphomet” é outra faixa grandiosa, com um ótimo refrão que fica grudado na cabeça.

O triunfante álbum de retorno dos monstros do metal alemão é uma seleção de novos sucessos agressivos e hinos do black metal, feitos pela dupla Beelzebub (vocais, guitarras, baixo e teclado) e A. Blackwar (vocais, guitarras, bateria e teclado), que conta com um bônus adicional na versão digipack: uma versão do clássico do Possessed, “Death Metal”.

“Mystic Circle” é um bom álbum de metal extremo, reunindo melodias, blast beats e atmosfera grandiosa, e tudo isso com a face do bom e velho Black Metal. Se não conhece a banda, esse é um disco que mostra toda a potência presente no som extremo alemão, e encaixará muito bem em sua playlist.

Lucas David

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