Ícone do site METAL NA LATA

Mystic Prophecy – “Monuments Uncovered” (2018)


Mystic Prophecy
 – “Monuments Uncovered” (2018)

Massacre Records
#PowerMetal

Para fãs de: Primal FearDream EvilFirewindDevil’s Train

Nota: 9,5

Um álbum de covers exerce alguns sentimentos bem contrários nos fãs de Metal. Uns amam e outros odeiam. Eu, particularmente, não tenho nada contra, mas também não sou um aficionado pelo formato, pois ao meu ver muitas bandas o gravam somente para tapar buraco de contrato com gravadora ou em algum tipo de crise criativa para manterem-se na mídia. No caso do Mystic Prophecy nota-se claramente que não foi nenhum dos casos acima, pois logo na primeira audição me passou um clima super descontraído, empolgante e festivo.

Pois bem, “Monuments Uncovered” não é um álbum de covers qualquer, pois a banda saiu de sua zona de conforto dentro do Power Metal e foi em busca de outros artistas que tem quase nada ou absolutamente nada a ver com seu estilo, e isso é um dos motivos que aguçam a curiosidade dos fãs.

Ao ver o tracklist temos muitos “sustos”, mas é impossível não vibrarmos com versões bombásticas de clássicos da Disco, Pop, Classic Rock e outras que quase nunca foram regravados antes no formato Metal, mas bem conhecidas do público.

Os destaques vão para as incríveis inserções de peso e sentimento em faixas como “You Keep Me Hangin’ On” do Supremes, “Hot Stuff” de Donna Summer (essa você vai gostar tanto que vai até respeitar ainda mais sua compositora), a rifferama de “Are You Gonna Go My Way” (Lenny Kravitz), a linda “I’m Still Standing” (Elton John), “Because The Night” (Patti Smith), sim, aquela mesmo, e uma das melhores e mais pesadas do álbum, “Space Lord” (Monster Magnet) e “Get It On” (T. Rex).

Não tem como não metermos o ‘air guitar’ para funcionar nessas versões cheias de riffs encorpados no melhor estilo Power Metal, pois o que a dupla de guitarristas (Markus Pohl e Evan K.) fez aqui é colossal! Agora, a voz de R.D Liapakis é simplesmente um luxo e nessas versões, também, se encaixou esplendorosamente bem. O cara não é soprano, tenor, ou qualquer porra que você queira chamar, ele apenas canta com uma voz aberta e meio rouca de uma forma que te dá um prazer desgraçado em ouvi-lo. Ele te cativa a cada estrofe, pois é um dos poucos que prefere expor sua alma em vez de gritar feito um louco para entrar em eleições de melhores vocalistas do ano.

Vibrante, luxuoso, viciante e empolgante! Vão na fé, pois sei por aí que até músicos de bandas mais extremas piraram com esse disco, da mesma forma como eu, também, pirei! Sem contar na belíssima capa!

Só não levou uma nota 10 pois deveria ser um álbum duplo com mais versões como essas (risos).

Johnny Z.

Sair da versão mobile