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Mystik – “Mystik” (2019)

Mystik – “Mystik” (2019)
I Hate
#HeavyMetal#SpeedMetal

Para fãs de: OmenWarlord , Warlock

Nota: 8,0

Sabe aquele Heavy Metal que virou os anos 80 de cabeça para baixo, veloz, sujo, agressivo (sem exageros) e com momentos únicos de melodia? Pois bem, acredito que essa é uma bela maneira de definirmos o Speed Metal, e por sua vez, a sonoridade praticada pela banda sueca Mystik.

Em seu primeiro álbum, o grupo formado em 2016, mostra grande desenvoltura, vez que consegue criar sua música a partir de influências como Metallica e Megadeth (antigos), além de nomes mais tradicionais como Omen, Warlock, Doro, entre outros. Formado por Julia Von Krusenstjerna (vocal/baixo), Beatrice Karlsson (guitarra solo), Lo Wikman (guitarra base) e Sven Nilsson (bateria), em 2018 a banda vendeu cerca de 300 cópias de sua demo em duas semanas, o que mostrou a todos que o grupo estava mais do que pronto para gravar seu primeiro trabalho.

“Mystik” traz 09 faixas com aquela atmosfera oitentista, mas nada melancólica, vez que o trabalho do grupo se mostra mais do que eficiente, trazendo ótimas faixas como “Nightmares”, repleta de ótimos riffs e dona de um andamento acelerado, tipicamente “speed”, “Ancient MAjesty”, onde a velocidade da dupla Sven e Julia (bateria e baixo) surpreende pelo bom entrosamento, “Gallow’s Hill”, pesada e fortemente influenciada pela NWOBHM, remetendo aos mais pesados momentos do Warlock, “Lake of Necrosis” com seu teclado quase fúnebre no começo, mas que ganha peso e intensidade numa velocidade moderada, em um dos grandes momentos do CD. Já “Hellish Force” traz a NWOBHM que o grupo tem em seu DNA de volta, enquanto “Bleed For the Night” resgata o Speed Metal para o encerramento com “Mystik”, uma faixa que condensa todas as influêncis do grupo, fechando de forma consistente esse primeiro trabalho.

Mesmo que o grupo não seja original (e qual o problema?), a música praticada pelo Mystik é digna de nota, vez que resgata com propriedade uma sonoridade que não anda muito recorrente nos dias de hoje. Que a banda consiga manter essa pegada e mostre mais dessa atmosfera em seus próximos álbuns!

Sergiomar Menezes

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