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Necrolytic Goat Converter – “Isolated Evolution” (2017)

Necrolytic Goat Converter – “Isolated Evolution” (2017) 
Independente
#BlackMetal#PostBlackMetal#DoomMetal, #DeathMetal#DepressiveBlackMetal

Nota: 7,5

“Isolated Evolution” é primeiro álbum Necrolytic Goat Converter, projeto do multi-instrumentista norte-americano Chris Voss, que explora, sem os trilhôes dos rótulos, uma espécie de Depressive Black/Death Metal.

Nascido como uma terapia musical para Voss, a one-man-band começou como uma brincadeira à partir dos riffs do clássico “Transilvanian Hunger” (1994), do Darkthrone, que ele tocava encastelado em seu escritório, e evoluiu até este álbum (passando por uma demo e um split) que desenvolve sete faixas, ao longo de quarenta e quatro minutos, ora se comprazendo na agressividade do Metal extremo, ora divagando por passagens mais climáticas, arrastadas e melancólicas.

O que alguns podem enxergar como falta de orignilidade e, atém mesmo, identidade na dinâmica de “Isolated Evolution”, eu prefiro enquadrar como fruto do caráter exploratório, onde cada composição se mostra diferente das demais, seja em extensão, peso, velocidade, agressividade e/ou textura.

Afinal, todas as composições são sempre guiadas por um mesmo farol: os vocais sepulcrais, como se entoados das profundezas abissais do inferno, e a timbragem das guitarras.

Existem pontuais remissões ao rock alternativo noventista, ao pós-punk oitentista, ao Metal Tradicional, ao shoegaze, mas, no geral, temos uma variante moderna de Black Metal, com produção contextualizada ao clima mórbido, funesto, e depressivo, que coleciona mais acertos (como nos pontuais vocais limpos) do que erros (a sonoridade da bateria programada, por exemplo).

E das sete faixas, é impossível não destacar a faixa-título (que mescla bem a agressividade do Black Metal com o aspecto melódico), junto a “The Dark Within” (de longe a melhor do álbum, com riff tangenciando o Metal Tradicional, além de groove e feeling conjurados por uma geometria moderna) e “Eternal Winter” (um Black Metal de desfecho belo e climático) como as melhores.

Obviamente, existe muito o que lapidar na fórmula do Necrolytic Goat Converter, talvez, a começar por um baterista que tire Voss do isolamento musical e o ajude a evoluir mais ainda este seu projeto, pois potencial de crescimento dentro das variações modernas do Black Metal, sejam elas Depressive, Post, ou o que o valha, existe!

Marcelo Lopes Vieira

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