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New Age – “New Age” (2018)

New Age“New Age” (2018)
Sliptrick Records
#PunkRock#GarageRock

Para fãs de: New York DollsSex PistolsDead Kennedys

Nota: 1,5

Nunca estive na Austrália, mas, a julgar pelo que tenho ouvido ultimamente, a terra dos cangurus é também a terra das respostas tardias. Beleza que o New Age exista desde o início dos anos 1980 — muito antes de seu nome batizar o gênero musical campeão nas clínicas de terapias holísticas —, tendo relativa importância na difusão do gênero em Melbourne, mas o fato é que somente no ano passado os veteranos Carey Hesketh (baixo e vocais) e Graham Schiavello (guitarra e vocais), acompanhados pelo jovem batera Nick James lançaram seu primeiro trabalho.

Na capa, a figura do anjo partido, abatido no esplendor de seu voo, parece uma alusão ao estado em que nossos tímpanos ficam passada uma das meia horas mais longas de nossa vida. As referências por escrito podem ser as melhores — The Clash, Roxy Music e David Bowie são citados no press-release —, mas o que se ouve passa longe do punk sem fronteiras ou do glam rock de mãos habilidosas e cabelos impecáveis.

Depois de uma trinca de abertura tão inofensiva quanto desinteressante — apesar de “Searching” chamar a atenção no quesito vocal, com Carey e Graham dividindo o posto —, a afrontosa “Nice Girls” empolga como as apresentações derradeiras dos New York Dolls nos anos 1970, redefinindo a expressão “cumprir tabela”. “Allien Shootout” soa como novo tributo aos Dolls, só que com a qualidade de gravação das demos caseiras de Kurt Cobain em meados da década de 1980.

A coisa piora ainda mais em “Secrets”, comparável somente à gravação de show feita com celular dentro do bolso. Aliás, eu não duvido que ao vivo o trio empolgue quem se dispuser a pagar para assistir. Mas não ouse me convidar: acabei de excluir permanentemente os arquivos que justificariam a minha educada recusa.

Marcelo Vieira

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