Nightbound – “The Night is Calling” (2024)

Nightbound
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Nightbound – “The Night is Calling” (2024)

Dies Irae Records
#HardRock #HeavyMetal

Para fãs de: Ufo, Scorpions, Mythra

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 8,0

Promovendo o trabalho de lançar bandas sul-americanas, a Dies Irae Records apresenta o primeiro álbum da banda paraguaia Nightbound, “The Night is Calling”, originalmente lançado em 2024. Com uma sonoridade voltada para o Hard Rock do final dos anos 70 e o Heavy Metal em seus primórdios dos anos 80, e com o diferencial de contar com vocal feminino, a edição especial traz um trabalho caprichado da gravadora, em formato slipcase, com pôster, adesivo e encarte robusto.

A introdução “The Night is Calling”, remetendo ao estilo de bandas como Judas Priest, com guitarras dobradas em dueto, já prepara a audição para uma musicalidade típica da época, o que se confirma em “Bound for Victory”. A faixa carrega uma forte veia Heavy Metal oitentista e riffs simples, porém funcionais, que convidam ao headbanging imediato. “Golden Years” e “Diamond Skyline” seguem uma linha parecida e igualmente divertida, com o vocal de Arianna Cuenca trazendo uma vibração setentista, evitando exageros vocais e contribuindo para uma atmosfera de época bastante convincente. “Guillotine” acelera com uma pegada Speed Metal e um trecho banger matador no meio, enquanto “Rider of Doom” impressiona pelo excelente trabalho de guitarras, com camadas melódicas e um solo extenso e crescente, representando o Heavy Metal em sua forma mais pura.

A partir daí, o álbum esbarra em uma questão que está ligada justamente a um dos seus elogios anteriores. Embora o vocal de Arianna funcione bem dentro da proposta, em alguns momentos falta um pouco de “punch”, o que faz certas músicas soarem mornas, como “From This Day Forward” e “Burn The Night”. Nesta última, há certa justificativa, já que se trata majoritariamente de uma balada, permitindo uma interpretação mais suave. O encerramento vem com “Tu Luz Interior”, única faixa em espanhol, um Hard Rock divertido que fecha o disco de forma positiva.

“The Night is Calling” é um bom álbum, que incorpora com fidelidade os maneirismos e características da música oitentista. Soa como uma banda obscura daquela época, o que é um elogio para quem costuma garimpar sons vintage. É um ótimo exemplo de como manter viva a pegada Old School, resultando em um trabalho sólido do Nightbound que certamente merece ser ouvido.

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