Ninjaspy
Independente
#PostGrunge, #ModernMetal, #NuMetal
Nota: 7,5
O som dos caras é pautado no post-grunge e nu metal, alinhando-se, pois, na vertente do nosso Modern Metal. É possível ouvir reminiscências sobretudo de Soundgarden na sonoridade da banda, mas também concessões a diversas outras referências musicais, o que a torna, em última análise, difícil de catalogar.
Tem muita coisa de System of a Down no andamento (vide “Shuriken Dance”) e toda aquela pegada caótica iniciada com o “mago” Mike Patton em seus experimentos pós- Faith no More. O desapego a um gênero específico certamente não agradará aos fãs tradicionais de Metal, isto é uma certeza.
Se o ouvinte estiver disposto a enfrentar novos desafios, a diversão é garantida e a qualidade e versatilidade das faixas é a tônica aqui: dá-lhe andamentos frenéticos que mesclam nu-metal e metalcore como se os músicos estivessem tomados por alguma anfetamina somada a Transtorno de Defict de Atenção (ska rock a la Sublime em “Become Nothing”, alternative metal a la System Of A Down em “What”).
Qual o resultado final? Música diversificada e interessante, embora um pouco inconsistente na insistência de soarem “algo novo” o tempo todo, mas é bacana a tentativa de rumarem para a aproximação da música pesada com o reggae em diversos momentos (ouça “Jump Ya Bones” para entender).
Enfim, recomendado para bangers de mente beeeeeemmmm aberta com interesse em navegar em territórios poucos explorados pela música pesada até então. Se esta não é sua vibe, melhor evitar.
Wallace Magri
