AFM Records
#PowerMetal, #MelodicMetal
Nota: 9,0
Dez longos anos. Esse é o tempo pelo qual o Nocturnal Rites, lendária banda sueca de Power Metal, torturou seus fãs sem novos lançamentos. Depois de tanta expectativa, sairá ao final desse mês de setembro (sim, você vai ter que esperar mais uns dias!) o nono álbum de estúdio dos caras, com o sugestivo título de “Phoenix”. O disco marca ainda a estreia (consistente e convincente) de Pir Nilsson, que substitui Chris Rorland, que foi para o Sabaton em 2012.
Se você conhece bem a banda sabe que houve uma clara evolução em seu som. No começo dos anos 90 o grupo fazia um metalzão mais seco e “true”, o qual foi substituído pelo Power Metal mais melodioso dos anos 2000. Foi nessa época que, pra mim, a banda alcançou seu auge técnico e criativo, lançando trabalhos de altíssimo nível, tais como “Shadowland” (2002) e “New World Messiah” (2004). O excelente trabalho do vocalista Jonny Lindqvist fez (e continua fazendo) toda a diferença nesse aperfeiçoamento.
Assim como o seu antecessor (“The 8th Sin”, de 2007), o presente trabalho também tem uma pegada mais melódica, com boa utilização dos teclados e orquestrações. Os refrões são muito bem construídos e memoráveis, ficando na sua cabeça logo após a primeira audição.
Há duas ou três músicas com uma cadência mais de balada, como a ótima “Flames”, mas a maioria das faixas são diretas e com a levada tipicamente Power que a gente bem conhece. Destaco “A Heart as Black as Coal”, “Poisonouss Seed” (minha favorita) e a rápida “Welcome to the End”, que fecha o disco.
Com uma banda que conta quase três décadas de estrada, parada há tanto tempo, era difícil saber o que esperar desse disco. Mas posso dizer tranquilamente que o Nocturnal Rites acertou de novo. Embora talvez não chegue ao nível de seus discos clássicos, “Phoenix” é divertido, coeso e maduro, agregando valor à rica discografia dos suecos. Agora só nos resta torcer para que seu substituto não saia só em 2027…
Luiz Gustavo Santos
