Nunslaughter – “Satanic Chaos Legions” (2026)
BLKIIBLK Records | Shinigami Records
#DeathMetal #BlackMetal #ThrashMetal #BlackenedDeathMetal
Para fãs de: Deicide, Archgoat, Deceased, Blasphemy
Texto por Lucas David
Nota: 10
Com quase quatro décadas de história e diversos lançamentos, o Nunslaughter é o tipo de banda da qual não se esperam grandes mudanças ou abordagens modernas em suas músicas. De forma quase ritualística, seu som permanece primitivo, punitivo e fiel à devoção ao “Devil Metal”, entregando exatamente aquilo que seus fãs sempre buscam em seus discos.
Apresentando sua nova oferta aos deuses do metal, a banda lança Satanic Chaos Legions, um álbum que reafirma, através do fogo, a mensagem que sempre buscou transmitir: brutalidade, velocidade e blasfêmia em doses cavalares. Com 14 faixas, em sua maioria curtas, incisivas e brutalmente diretas, as raízes Punk e Thrash Metal do grupo se misturam a um Blackened Death Metal impiedoso.
A produção é intencionalmente crua, conferindo ao disco uma violência quase ao vivo, com clima de ensaio, que se adequa perfeitamente ao material. Em alguns momentos, essa fórmula tende a se tornar excessiva, já que a pouca variação entre as músicas pode confundir o ouvinte. Ainda assim, isso faz parte do “ritual” proposto pela banda e acaba funcionando muito bem.
A faixa-título abre o álbum com uma explosão de riffs pesados e um baixo poderoso. A bateria massacra os ouvidos, enquanto os vocais cospem um veneno tão nocivo que é impossível sair ileso. A música ainda apresenta uma passagem mais cadenciada no refrão, mas serve apenas como um breve respiro em meio a toda a selvageria. “Jesus Fucking Dies” (que título foda) aumenta ainda mais a velocidade, principalmente nos riffs e no ritmo da bateria, tornando-se um convite irresistível ao mosh pit. As viradas de bateria no refrão são excelentes, e a faixa termina rapidamente, como o golpe de uma lâmina direto na jugular.
“Christian Ruse” aposta em um andamento mais cadenciado, carregado de groove, inserindo momentos de insanidade por meio de blast beats e riffs velozes, mas sustentando seu peso principalmente em um riff principal hipnotizante. “Rotten Messiah” retoma a velocidade com uma levada fortemente influenciada pelo Thrash Metal, destacando novamente o baixo alto e encorpado, além de um refrão perfeito para os shows ao vivo. Já “Peukharist” reduz bastante o andamento, aproximando-se de um Doom Metal sufocante, mas sem abrir mão do peso esmagador. Os vocais aparecem ainda mais agressivos e venenosos, enquanto a cozinha domina completamente a faixa, especialmente graças ao baixo.
Fechando o disco, “Infernal Reign” traz uma levada de Punk Rock extremamente cativante, enquanto “The Spear of Satan” encerra tudo com um ataque brutal de velocidade e riffs gélidos, seguindo à risca a escola do Black Metal.
Sem buscar criar atmosferas complexas ou reinventar o estilo, Satanic Chaos Legions é cru, direto e extremamente Old School. Com títulos de músicas memoráveis e uma capa brutal, o Nunslaughter transmite sua mensagem de ódio da forma mais simples possível: sem truques, sem concessões, apenas o bom e velho metal.





