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October Tide – “In Splendor Below” (2019)

October Tide – “In Splendor Below” (2019)
Agonia Records
#DeathDoomMetal, #MelodicDoomDeathMetal

Para fãs de: Katatonia (antigo), Daylight DiesNovembers Doom

Nota: 9,0

Ah, Suécia, sagrada Suécia, genitora de estandartes como Katatonia, Opeth, Candlemass e tantos outros; ditando regras desde sempre seja nos territórios do Death Metal, como também do Doom Metal, sempre imprimindo sua marca, sua personalidade e força.

O October Tide foi formado em 1994 por Fredrik Norrman e Jonas Renkse, ambos do Katatonia, em 1997 debutaram com o perfeito, “Rain Without End”, em 1999 foi a vez de “Grey Dawn”, um ótimo trabalho marcado pela saída de Jonas Renkse e também por dar início a uma pausa que durou até 2010, quando voltaram com nova formação e novo material, “A Thin Shell”, que conta com os vocais de Tobias Netzell (In Mourning); em 2013 foi a vez de “Tunel Of No Light”; e em 2016 a banda apresentou “Winged Waltz”, seu quinto álbum.

Mantendo o espaço de três anos entre um álbum e outro, nesse ano lançaram seu sexto álbum, “In Splendor Below”, um senhor disco e um retorno aos bons tempos, não que os álbuns anteriores fossem ruins, mas estavam aquém do verdadeiro potencial que a banda sempre teve, lembrando que os dois primeiros lançamentos são verdadeiros medalhões e objetos de culto dos fãs de Death Doom Metal.

Em seu novo registro ouvimos um honesto retorno as origens, a uma sonoridade mais simples e ao mesmo tempo poderosa, fria, imponente e agressiva.

“I, The Polluter”, faixa de início, esbanja peso, riffs criativamente soberbos, tempos que se alternam de forma natural e os vocais maléficos e versáteis de Alexander Högbom (Demonical). “Ögonblick Av Nåd”, apesar de ser cantada em sueco, segue os moldes do Death/Doom Metal finlandês, na linha de bandas como Hooded Menace e God Disease, ela, junto a sua sucessora, “Stars Starve Me”, representam dois dos grandes momentos do disco.

“Our Famine” e “Guide My Pulse”, sustentam o meio do disco, boas faixas, nada estupendo, mas boas, destaque mais uma vez para os vocais de Alexander Högbom e pelo trabalho sólido do baterista, Jonas Sköld (Letters From The Colony/Thenighttimeproject). “Seconds” é outro destaque e deixa a sensação de que “In Splendor Below” é um elo perdido entre os dois primeiros discos, com uma produção atualizada, robusta e limpa, mas não muito. “Envy The Moon” é a apoteose emotiva, é nela que está razão do October Tide ser tão respeitado e admirado, não apenas pelos fãs, mas até por quem não cultua e maldiz o Doom Metal – melancolia, resignação e melodia, o perfeito desfecho de um álbum que beira a perfeição.

Devo recomendar ou dizer que é obrigatório?

Fábio Miloch

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