Omnium Gatherum – “May the Bridges We Burn Light the Way” (2025)
Century Media Records | Shinigami Records
#MelodicDeathMetal #HeavyMetal #ModernMetal
Para fãs de: Insomnium, Dark Tranquillity, Amorphis
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 8,0
O quinteto finlandês Omnium Gatherum chega ao seu décimo álbum de estúdio com May the Bridges We Burn Light the Way, entregando um material que foca muito mais no peso das guitarras. Lançado no final de 2025, o disco apresenta uma banda com pegada agressiva e composições mais diretas.
A abertura com a faixa-título é instrumental e serve para estabelecer a atmosfera do álbum. É uma composição curta e direta, focada no trabalho de guitarra de Markus Vanhala, que entrega melodias melancólicas sobre uma base de teclado de Aapo Koivisto, antes de abrir caminho para a pancadaria.
Logo na sequência, “My Pain” e “The Last Hero” estabelecem o nível do disco. Aqui, os riffs são mais trabalhados, com amplo uso de palm muting e solos que não perdem a carga de distorção. São faixas que mostram o entrosamento da formação, com o vocal de Jukka Pelkonen mantendo um gutural agressivo e bem destacado na mixagem de Jens Bogren.
“The Darkest City” e “Walking Ghost Phase” mantêm a intensidade, destacando a cozinha da banda. A bateria de Atte Pesonen é precisa, enquanto o baixo de Mikko Kivistö garante a sustentação necessária para que o som soe encorpado e bruto. Não há espaço para enrolação; as músicas mantêm o peso e a organização em primeiro plano.
Na reta final, “Ignite the Flame” traz uma cadência mais voltada ao metal tradicional, mas com a roupagem pesada do grupo. O encerramento fica por conta de “Road Closed Ahead”, que fecha o álbum de forma técnica e até mesmo atmosférica. É uma faixa que sintetiza a proposta do disco, alternando passagens mais densas com uma base rítmica de alto nível.
May the Bridges We Burn Light the Way é um disco honesto e tecnicamente muito bem resolvido. O Omnium Gatherum entrega um trabalho coeso, que equilibra bem a técnica das guitarras com uma base rítmica forte. É um dos grandes nomes do metal internacional em 2025, entregando exatamente o que o fã de som pesado espera.





