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One of Them – “Blind Faith” (EP) (2019)

One of Them – “Blind Faith” (EP) (2019)
Independente
#ThrashMetal

Para fãs de: SlayerExodusDark Angel

Nota: 9,5

THRASH METAL! Não há nenhuma definição além disso que possa definir melhor o que o quinteto gaúcho One of Them apresenta no EP “Blind Faith”. Sem nenhuma dúvida é um trabalho que transborda violência, garra e muita, mas muita energia em prol do estilo! Guitarras pesadas e agressivas, baixo e bateria em sintonia na brutalidade e um vocal que não deixa pedra sobre pedra. Você pode até achar exagero da minha parte, mas escute as 6 faixas desse trabalho e depois me diga se estou errado. Que porrada meus amigos, QUE PORRADA!

Formada em 2004, a banda hoje é composta por GG Mussi (vocal), Jeff Witt (guitarra), Ivan Santos (guitarra), Alex Guterres (baixo) e Jonas Koehler (bateria) e nos entrega um trabalho primoroso. Seis faixas sem nenhum tipo de invencionice, modernidades, barulhinhos, ou seja, apenas o bom e velho Thrash Metal como ele tem que ser.

A dupla de guitarras soa como Kerry King e Jeff Hannemann (Slayer) (coincidência que o guitarrista da banda também se chama Jeff??) que sem a menor dúvida são a maior influência do grupo. Isso fica nítido nos riffs apresentados por Jeff e Ivan. A produção, como não poderia deixar de ser, deixou tudo mais pesado e agressivo, é mais um grande trabalho do produtor Sebastian Carsin, do Estúdio Hurricane.

O EP abre com “Free Slavery” com toda violência que as guitarras se dispõem em empregar à faixa. Velocidade, peso, brutalidade. Misture isso ao vocal estilo “Araya” de GG Mussi e você tem uma verdadeira aula de como se fazer Thrash Metal. A faixa título despeja riffs ríspidos e mortais enquanto a cozinha mostra um grande entrosamento, peso e velocidade como poucas dentro do metal nacional. A composição traz um momento mais arrastado, onde o solo de guitarra cria um clima quase que introspectivo para logo em seguida deixar a violência tomar conta de tudo. Como escrevi lá no começo, PORRADA! “Empty” é mais um petardo, iniciando com os dois pés na porta. Impressiona a capacidade da banda em criar riffs tão consistentes sem que isso soe repetitivo. Além disso, o refrão é um convite para estourar as cordas vocais. “Father” tem uma cara mais “Exodus”, principalmente pela levada mais “cadenciada”, lembrando em alguns momentos faixas como “Deliver us to Evil” e “Blacklist” (mas, por favor, não é uma comparação, ok?). Já “What is the Inferno For” é outro convite ao stage diving. Impossível ouvir essa faixa sem imaginar esses riffs totalmente Slayer ao vivo. É como um soco na boca do estômago, mas daqueles que a gente não esquece. Para encerrar, “Pulverizados”, primeira faixa do grupo a ser cantada em português. E não é que ficou legal? O vocal lembrou um pouco o Korzus, mas com o dobro de agressividade.

“Blind Faith” é um trabalho espetacular, sem deixar nenhuma margem para dúvidas. Uma banda afiada, experiente e com aquele “sanguenozóio” raro de se encontrar por aí. Se você curte aquele lado mais agressivo do Thrash Metal Bay Area, esta é a banda! No release do grupo, está escrito que “Blind Faith” é uma declaração de amor ao Thrash Metal. Poucas vezes um release foi tão verdadeiro e honesto quanto este!

Sergiomar Menezes

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