Overkill – “Scorched” (2023)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Forbidden, Death Angel, Accept
Nota: 9,5
Se tem uma banda que não para de surpreender em sua extensa carreira (e discografia), essa seria o Overkill. Mesmo tendo experimentado alternar sua sonoridade para o Thrash/Groove Metal durante o período compreendido entre os discos “I Hear Black (1993)” até o ríspido “Immortalis (2007)”, os americanos trouxeram a sua sonoridade original no álbum seguinte “Ironbound (2010)”, pelo qual se mantém até então.
Já para esse ano de 2023, o formato não se perdeu e, com o lançamento de “Scorched”, vigésimo álbum dessa instituição do Thrash Metal, prevalece o respeito inigualável que os caras merecem. O que temos aqui é um disco que traz os riffs insanos de “The Grinding Wheel (2017)” com as pancadas incessantes de “Ironbound (2010)”, estas elevadas à milésima potência, fornecendo um Thrash Metal muito sujo e digno de ser confundido com o formato europeu (leia-se, alemão).
No entanto, cumpre apontar que o Overkill não foge da “receita” do sucesso que o detém. Tudo segue muito bem engessado em suas bases de guitarra e bateria alternante, o que não permitiu que este disco atingisse a nota máxima dessa vez. Porém, o novo material proporciona aos fãs da banda, bem como do estilo, uma excelente execução de Thrash Metal raiz e sem firula.
A dupla de guitarristas – tanto nos solos como nas bases – Dave Linsk e Derek Tailer está em um nível tão alto de criação e execução que me arrisco a dizer ser a dupla de maior coesão que a banda já teve em toda sua carreira.
Em “Scorched”, temos não só a maestria característica do Overkill, como também uma produção brutal, cristalina e impecável que favoreceu – e muito – a genialidade dos americanos em mesclar o lado (bem mais) pesado do Heavy Metal com o Thrash Metal, numa espécie de versão americana e ‘palhetada’ do Accept (talvez pela voz característica de Bobby Blitz?), em certas horas, só que mais agressivo.
A cacetada “Twist Of The Witch”, a meio Black Sabbath em seu início “Won’t Coming Back”, “Fever” e “Bag O’ Bones”, só para citar algumas, são brilhantes!!!
Não percam mais tempo e, simplesmente, escutem sem nenhuma moderação aquele que é um dos melhores e mais viciantes álbuns de 2023. Altamente recomendado!!!
Aldemar Ferreira