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P.O.D. – “Circles” (2018)

P.O.D. “Circles” (2018)
Mascot Label Group
#NewMetal#Rapcore

Para fãs: Linkin ParkBeastie BoysBad Brains

Nota: 9,5

“Circles” não mostra nada que um iniciado já não espera do quarteto californiano P.O.D. já que são mais de 25 anos juntos e com pouquíssimas mudanças de formação o que, claro, resulta em uma banda entrosada e que sabe aonde chegar sem fazer muito esforço.

Desde quando o single arrasa-quarteirão “Soundboy Killa” foi lançado ano passado já se entendia que a banda estava com bala na agulha pra fazer um álbum marcante, do tipo que ao se escutar o que mais se deseja é conferir como as músicas vão soar ao vivo e sair cantando totalmente eufórico.

E já de cara temos esse impacto com a violenta “Rockin’ With The Best”. Claro, ela não é tão pesada como as faixas do primeiro álbum da banda (“Snuff The Punk”, de 1994), mas a muito tempo que não se ouvia o P.O.D. fazer um som tão abrasivo assim. Dá um leve sorriso nos lábios ao se imaginar o quebra quebra generalizado e organizado que será o mosh pit com ela nos shows. Mosh pit esse que também estaria bem nutrido com a inclusão de “On The Radio” e “Home” onde sair com todos os dentes na boca seria a maior conquista.

“Always Southen California” é bem alto astral, com uma vibe especial e prazerosa se ouvir, é de fato um hino ao estilo de vida do sul da Califórnia, já que a banda emulou as características físicas do local em forma de música.

“Fly Away” e “Domino” carregam muito daquele soft reggae característico do grupo, deixando uma vontade enorme de pegar uma prancha e surfar com amigos ou até mesmo sozinho.

A faixa título nos entrega uma das mais belas melodias e composições escritas por Sonny (voz), Curiel (guitarra), Traa (baixo) e Wuv (bateria). Ela vem com aquela sensação de conforto, alegria e paz interior que são detalhes muito presados na história da banda. Apesar das melodias, “Dreaming” soa um pouco mais densa e “adulta” do que o restante da jovialidade presente no repertório.

“Panic Attack” e “Listening For The SIlence” ficam com a responsabilidade de trazer a vibe “tira o pé do chão” para o disco, de diversão pura e simples. A primeira traz um Sonny abusando dos vocais rap, um fator que se repete em outras faixas e que caiu muito bem na proposta do disco, e a segunda é mais comercial e radiofônica e poderia estar muito bem em discos como “Payable On Death” (2003) ou “Testify (2006) caso estes fossem gravados com a formação atual.

A banda sabe que eles não são altamente técnicos, sem falhas e que beiram a perfeição e nem de longe essa parece ser uma questão que os incomode. O que eles se propõem a fazer eles conseguem: boa música. “Circles” é um trabalho de excelência e poderia ser tocado de ponta a ponta nos shows (uma experiência que recomendo a todos que possam desfrutar ao menos uma vez na vida) pois mesmo em momentos mais calmos a marcha nunca é diminuída e o astral fica sempre lá em cima. Bem melhor que o apenas regular “The Awakening” e com potencial para figurar no pódio de preferidos de muita gente.

Márllon Matos

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