
Palace – “Binary Music” (2018)
Frontiers Music
#AOR, #SoftRock
Para fãs de: Toto, Foreigner, Europe, First Signal
Nota: 7,5
Se por um lado foi exagerado anunciar seu primeiro álbum, “Master of the Universe” (2016), como um “rock de arena como você nunca viu antes”, por outro, este trabalho serviu para apresentar ao mundo do AOR/Hard Rock o talento de Michael Palace (First Signal, Cry of Dawn, Kryptonite, e Toby Hitchcock) num projeto seu. Assim, com aquele primeiro álbum, o Palace apareceu como um agente renovador do Hard Rock oitentista.
Agora, “Binary Music”, seu segundo álbum, aparece quase como uma one-man-band, afinal, além de Daniel Flores na bateria, e Oscar Bromvall no solo de guitarra da faixa “Julia”, todo o resto foi gravado por Michael Palace.
E talvez isso explique o motivo de “Binary Music” ser mais morno e genérico que o disco anterior: falta aquele clima de conjunto, de personalidades se convergindo numa identidade musical. “Master of the Universe” tinha esse senso de banda, mesmo que Michael fosse o principal compositor. Uma diferença que pode ser sentida nos solos e na seção rítmica, que vêm menos vibrantes e um tanto previsíveis.
Ainda temos as guitarras como guias de “Binary Music”, mas os teclados ganharam ainda mais protagonismo, se aproximando da estética do Toto (ouça “Love Songs”, “Queen of the Prom” e “Julia”) ou dos momentos mais pop do Foreigner, o que pende a balança pro AOR e até pro Soft Rock em algumas composições. “Nothing Personal”, por exemplo, chegou a me lembrar o A-Ha de “Scoundrel Days”.
“Binary Music” está longe de ser um disco ruim! As melodias funcionam e os refrãos são interessantes (como em “Dangerous Ground”, “Promised Land” e a na faixa-título), mas a pegada mais leve e a “tecladeira” pode assustar quem esperava a mesma adrenalina de “Master of the Universe”.
Marcelo Lopes Vieira




