Pathology – “The Everlasting Plague” (2021)

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Pathology“The Everlasting Plague” (2021)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal, #BrutalDeathMetal, #SlamDeathMetal

Para fãs de: Devourment, Kraanium, Aborted

Nota: 9,0

Surgindo da barulhenta cena do Brutal Death Metal dos EUA em 2006, o Pathology passou a ser uma das bandas mais prolíficas e proeminentes a surgir nos Estados Unidos desde a virada do século. Ao longo da última década e meia, e com surpreendentes dez álbuns de estúdio, a banda se estabeleceu firmemente como um dos principais nomes dentro dos limites mais agressivos do gênero, ganhando aclamação generalizada tanto em casa quanto internacionalmente. Seu último álbum, “The Everlasting Plague”, é uma brilhante demonstração de extremidade feroz e cáustica, e serve como mais um magnífico registro de uma banda com um catálogo já fantástico.

Começando por “A Pound Of Flesh” que fornece um começo incrivelmente forte e sinistro para o disco e que combina de forma excelente os melhores elementos do Death Metal técnico e brutal. Os solos firmes e intrincados de Dan Richardson contrastam brilhantemente com os estrondosos guturais e os ritmos intensos, adicionando muitos toques melódicos e estabelecendo um padrão elevado para o resto do álbum. “Perpetual Torment” combina com a agressividade de seu antecessor, com a bateria de Dave Astor e o baixo de Ricky Jackson criando um pano de fundo enorme e pesado para o trabalho de guitarra na medida, enquanto a banda apimenta esse momento muito mais feroz com algumas seções sutis de Slam para um som profundo e punitivo.

“Engaging in Homicide” deve ser destacada pelo trabalho de bateria incrível de Dave, que entrega blast beats insanos e viradas igualmente matadoras, aliado aos vocais de Obie Flett que não perde a potência em momento algum e ajuda a música a ficar no Death/Slam de forma única. “Viciously Defiled” cria uma parede sonora que derruba o ouvinte, com todos os elementos anteriores presentes e um groove extra que vai quebrar muitos pescoços.

Com uma produção que soube capturar todas as nuances do som brutal praticado pela banda, aliado a uma capa igualmente feroz, feita pelo artista Par Olofsson, que já trabalha com há um tempo com o grupo, “The Everlasting Plague” tem tudo para se destacar entre os grandes lançamentos do estilo. O álbum é um excelente exemplo que, embora o som deles certamente tenha uma corrente feroz e brutal, também há doses liberais de Melodic Death, Slam e Death Metal clássico salpicados por toda parte, algo que ajuda a manter o ritmo na audição. Recomendado!

Lucas David

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