Paura – “Primitive Chaos” (2026)
Independente
#Hardcore #ThrashMetal #GrooveMetal
Para fãs de: Madball, Hatebreed, Napalm Death, Sepultura
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Chegando ao seu nono álbum de estúdio e sendo um dos grandes nomes do Hardcore nacional, o Paura apostou em uma sonoridade mais crua e direta em Primitive Chaos. Lançado de forma independente, o novo disco entrega 11 faixas brutais, agressivas e carregadas de críticas ao mundo atual. Além disso, não mede as palavras para falar de autoritarismo, guerras e da podridão da sociedade como um todo.
O grupo começa seu ataque sonoro com a instrumental “Murder With a Message”. Logo depois, explode tudo com a faixa-título, que aposta em uma sonoridade rápida, agressiva e extremamente suja. Muitas vezes, o som se assemelha ao que o Sepultura fez em Chaos A.D. (1993), com ótimas passagens de guitarras.
Os vocais, não só aqui, mas em todo o disco, são agressivos e cheios de atitude. Dessa forma, mostram que Fabio Prandini é um frontman com força suficiente para comandar as legiões nos shows.
Na sequência, “The Deepest Evil” tem uma levada mais cadenciada e ótimos breakdowns. O destaque vai para a bateria, que conduz a faixa com maestria. Ao mesmo tempo, as guitarras entregam ótimos riffs carregados de peso.
“Master Your Hate” é mais brutal e aposta na alternância de velocidades, feita para bater cabeça e abrir os moshs durante os shows. Além disso, o riff de guitarra abafado é pesado e sujo, trazendo facilmente o Death Metal sueco à mente.
“Serpente’s Nest” tem uma ótima levada Thrash Metal, feita para o mosh pit. Por sua vez, o caos presente aqui vem das várias mudanças de andamento. A faixa vai do groove extremamente pesado e pulsante até momentos de pura brutalidade, beirando o Grindcore de bandas como Napalm Death.
“Immigrants are Beautiful” aposta em um groove viciante, com destaque para o baixo, que entrega um trabalho impecável. Inclusive, é possível ouvi-lo passeando atrás dos riffs de guitarra, com muita pegada e peso.
Com Primitive Chaos, o Paura conseguiu fazer um disco pesado, agressivo e, ainda assim, divertido de se ouvir. As mensagens sociais estão afiadas e cada uma penetra fundo na sua mente, como manda a cartilha do gênero.
Além disso, é um disco que transpira os anos 80/90 de uma forma simples, porém muito bem executada e eficiente. Por isso, Primitive Chaos se torna um dos melhores lançamentos do ano.





