Peosphoros – “Pink Metal” (2018)
Sgw Records
#ThrashMetal, #DeathMetal, #GlamMetal, #NewMetal
Para fãs de: lixo
Nota: 2,0
Eu realmente não sei se eles são militantes da causa de fato ou se estão só tirando um sarro. Só sei que “Pink Metal”, novo disco do Peosphoros, perfaz uma audição sofrível.
Primeiramente, é bom lembrar que o que está em julgamento aqui é apenas a música. A opção sexual dos envolvidos pouco nos interessa. Pois bem, o maior pecado deste “Pink Metal” é a ausência total de uma direção definida.
É uma gritaria desconexa, um andamento estapafúrdio, hora ruidoso em demasia, hora mais cadenciado e fragmentado, uma balbúrdia sonora sem precedentes. Os discursos entre as faixas (sempre proferidos por uma voz afetada e irritante), as tentativas de inserir arranjos líricos que, a meu ver, não podem ser levados a sério, uma produção porca, enfim, tudo parece ter sido orquestrado para causar mais indignação do que apreço.
Há o discurso politizado de fundo, porém alternado com sátira de uma forma bastante insólita, no entanto, “Pink Metal” não se enquadra bem em nenhum destes contextos. O que dizer de títulos como “Prostitutes Must Die in Genocide” ou “Rape and Kill Animal Attack Women” (novamente com aqueles malditos corais/gemidos desafinados, tão prazerosos quanto estacas de bambu embaixo das unhas)?
É pra ser engraçado? É pra gerar reflexão? É só pra atormentar? Por favor, já tenho problemas demais. Melhor fingir que não ouvi nada disso e seguir com a vida. *Obs. A “menção honrosa” à Britney Spears em “Britney Therapy” me fez por um momento desejar ser atropelado por uma frota de betoneiras.
Para concluir, dizem que os fundos arrecadados na venda do disco serão revertidos para os refugiados da Síria e para a liberdade da Palestina. Se for verdade, é uma causa muito nobre. Compre só pra ajudar, jogue na privada e dê descarga. Tem coisas que infelizmente não tem como criticar construtivamente.
Ricardo L. Costa
