Plastic – “Here There Is No Gravity” (2018)

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Plastic
 
“Here There Is No Gravity” (2018)

Sweet Low Records
#AlternativeRock#PostGrunge#Grunge#Rock

Para fãs de: Foo FightersAlice in ChainsNirvana

Nota: 8,5

Os ingleses do Plastic, logo em seu primeiro álbum, me passou a sensação de estar ouvindo algo bem próximo de um Foo Fighters, Nirvana ou até mesmo um Alice In Chains. Isso por conta da voz e do jeito de cantar do vocalista, por causa dos timbres dos instrumentos e do estilo musical abordado.

Na faixa “Headless Habbit”, por exemplo, temos uma atmosfera totalmente no estilo Alice In Chains, inclusive nos riffs arrastados e jeitão dos vocais. Já em “Wool” nos remete bastante à Nirvana nas melodias e harmonias tortas características dos grupos de Seattle. Aos poucos você vai se ambientando à proposta da banda, deixa de ouvir as referências e acaba por alcançar a natureza do projeto, pois o fato é que temos um grupo inglês com um estilo de fazer Rock bem americano. Isso só tem uma quebra na faixa “Skin Is Peeling”, que tem uma pegada Punk tipicamente inglesa, com vocal berrado, poucos acordes e atitude de sobra, só que bem tocada demais para ser Punk.

O trabalho como um todo é bastante eclético e misturado, o que é natural hoje em dia diante da quantidade absurda de influências que temos a nossa disposição. Alguns toques de Muse mais psicodélico aqui e ali, também são facilmente notados como, por exemplo, nas faixas “Fizzy Haze” e/ou “Mirror Silhouette”, só que de maneira mais sutil.

A banda é boa musicalmente e também é criativa. Tem um cantor com personalidade e que joga para o time, cantando limpo, sujo, do jeito que vier ele ajeita, mata no peito e chuta com força. O trabalho que as guitarras fazem em estéreo é bem interessante, pois mostra uma boa utilização de texturas, camadas de som e ótimos riffs. Em alguns momentos temos uma leve desafinada proposital causadas por “alavancadas” e “bends”, mas sempre nas horas certas. A proposta da banda é simples, fazer o bom e velho Rock n’ Roll, com pegada e atitude.

É interessante ouvir como o álbum se desenvolve faixa após faixa, ganhando um caráter mais introspectivo e a influência mais clara que antes parecia ser Foo Fighters passa a ser Alice In Chains conforme avança a audição. “Slow Down” é uma viagem absoluta, numa mistura de Alice In Chains acústico com uma psicodelia sombria. Só ouvindo para entende!

“Sweet Low” tem um excelente trabalhos de guitarras, usando de um lado uma distorção bem grave e suja (com bastante Fuzz) e do outro um dedilhado sombrio e cheio de moduladores (Flangers, Fasers e etc…) até cair num riff de acorde bem aberto e cheio de camadas. O resultado é um som denso e pesado que se arrasta por quase dez minutos em uma viajem alucinógena no estilo “Trainspotting”, se é que vocês me entendem.

Apesar de ter falado aqui que notamos muito das influências dos caras que permeiam a audição do material, o trabalho do Plastic tem identidade própria sim, além de soar como uma ótima estreia e com a musicalidade madura e pronta. Então, posso garantir que muito mais do que imitar, ou chupar ideias, que não é o caso aqui, os caras estão em sintonia com coisa boa e que tem identidade e luz própria.

Quem curte as bandas citadas a cima vai curtir Plastic. Pode ouvir sem medo!

Rafael Lobo

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