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Pretty Wild – “Interstate 13” (2019)


Pretty Wild – “Interstate 13” (2019)
Black Lodge Records
#HardRock#SleazeRock

Para fãs de: CrashDïetCrazy LixxReckless Love

Nota: 9,0

Em meados dos anos 2000, não faltaram bandas suecas ou não pegando carona no sucesso de “Rest in Sleaze”, disco de estreia do Crashdïet e responsável por colocar o sleaze à escandinava no mapa. Na mesma proporção que muita gente se deu bem — pelo menos enquanto durou a moda —, muitos acabaram passando despercebidos ou não foram festejados a ponto de sua música ultrapassar as fronteiras do Velho Mundo, como é o caso do Pretty Wild.

Na ativa desde 2006, o quarteto parecia destinado a voos altíssimos: seu primeiro EP (2009), produzido por Martin Sweet, guitarrista do Crashdïet, mandou bem nas paradas locais e possibilitou shows na Europa e nos Estados Unidos. Quase cinco anos depois, o álbum completo viu a luz do dia, mas já era meio tarde, pouca gente ficou sabendo, quase ninguém deu bola. Portanto, com este “Interstate 13”, o Pretty Wild tem a dupla missão de recuperar o tempo perdido e se posicionar no outrora merecido posto entre as lideranças do hard da Escandinávia.

Potencial para isso existe: “Interstate 13” soa como o disco que Dave Lepard (R.I.P.) ficou nos devendo; um sleaze que consegue ser saudosista sem soar datado e cujas letras não parecem forçadas levando-se em consideração que os integrantes não são mais a molecada de mais de dez anos atrás. Temos uma ênfase óbvia nos refrões e uma enxurrada dos melhores clichês do hard rock oitentista que o estilo reproduziu quando de seu surgimento: gang vocals, baixo restrito às cabeças de nota, som de caixa semelhante ao de saco plástico cheio de ar sendo estourado e solos de guitarra simplérrimos, mas que devido à velocidade da execução, parecem coisa de virtuoso — a quantidade de pedais de efeito ajuda um bocado.

Que a justiça seja feita.

Marcelo Vieira

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