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Quiet Riot – “Road Rage” (2017)

Quiet Riot – “Road Rage” (2017)
Frontiers Music
#HardRock#HeavyMetal

Nota: 4,0

Kevin DuBrow era o Quiet Riot. Assim como não dá para imaginar Megadeth sem Dave Mustaine ou W.A.S.P sem Blackie Lawless, é dificílimo conceber a ideia de um Quiet Riot  sem o vocalista, morto em 2007. Isso, que havia ficado meio claro em “10” (2014), gravado com o topa todas Jizzy Pearl, se intensifica em “Road Rage”, estreia do grupo pela Frontiers e seu reencontro com os formatos físicos, visto que “10” só saiu nas plataformas digitais. Das antigas, apenas o batera e chefão Frankie Banali, que coassina a produção do álbum, e o baixista Chuck Wright, que clássicos à parte, foi o baixista que mais tempo permaneceu na banda. O vocalista é o novato James Durbin, oriundo do American Idol, recrutado aos 47 do segundo tempo para regravar os vocais originalmente registrados por Sean Nicolls (atualmente no Ratt pirata de Bobby Blotzer). O guitarrista Alex Grossi, efetivado em 2010, permanece responsável pelas seis cordas.

A primeira coisa que se nota em “Road Rage” é a ausência daquele som pasteurizado, marca registrada dos lançamentos da Frontiers que ou você ama ou você odeia. Aqui, a bateria soa como uma bateria, com as imperfeições inerentes ao músico de carne e osso, e a guitarra, tão orgânica quanto, vem envolta no que parece uma saudosa distorção à válvula. O problema é que essa guitarra com timbre old school é quase inaudível ao longo do álbum, que tem bateria – ou devo dizer somente a caixa da bateria? – e voz na super linha de frente, soterrando os demais instrumentos. Nem mesmo o repertório mais vencedor – e olha que aqui temos um repertório de relativa força – sobrevive a uma produção cagada. Permanece inabalável, porém, a capacidade de fazer bons refrãos – o de “Renegades” é o melhor de todos – e a capa, lance meio Mad Max, também chama a atenção.

Por fim, precisamos falar de James Durbin. Será que foi uma boa escolha? Por mais que tenha vestido a camisa do Metal no American Idol, sua voz no álbum lembra a de qualquer vocalista de banda do segundo escalão do final dos anos 80 que morreu na praia. Talvez muito empenhado em mostrar serviço aos coroas – tipo Adam Lambert no Queen -, tenha sido motivado ou se deixado levar por algum gênio maligno que disse: “soe tão estridente quanto conseguir”. Se a “road” for o caminho a ser seguido pelo Quiet Riot, é melhor que isso seja revisto para não provocar a “rage” de quem pagou pelo ingresso.

Marcelo Vieira

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