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Raised By Owls – “The Great British Grind Off” (2016)

Raised By Owls“The Great British Grind Off” (2016)
Independente
#Grindcore ; #DeathMetal ; #BlackMetal

Nota: 9,0

Não me interpretem mal, afinal, não tenho absolutamente nada contra o cara (até curto a voz dele), mas testemunhar um Rod Stewart zumbi sendo esquartejado por golpes de machado durante um animado e “suspeito” churrasco foi a cena mais memorável dos últimos tempos. Grotesca e caricata ao mesmo tempo, a imagem descrita compõe a capa de “The Great British Grind Off”, primeiro álbum do Raised by Owls, e já revela a real intenção dos caras: som brutal, sim, mas com muita irreverência.

O Grindcore vem se mostrando receptivo a temáticas irônicas e descontraídas, a violência explícita ponderada pelo alívio cômico, como muito bem vem fazendo o Serrabulho, por exemplo, e essa “nova” vertente oferece um retorno excepcional. A agressividade, os temas hilários, parodiando o cotidiano, absolutamente nada pode ser levado a sério em “The Great British Grind Off”, e é justamente isso que torna o Raised By Owls (aliás, que belo nome) uma das mais gratas surpresas do Metal extremo atual.

Baseei-me no Grindcore pra definir o caminho percorrido pela banda, mas encontramos também muitas referências ao Death Metal, Black Metal (principalmente por cortesia do vocal vomitado estridente de Sam Fowler), e até algo mais experimental, com a finalidade de tirar um sarro, obviamente. Os títulos oferecidos podem conter poucos segundos (“David Cameron’s Favourite Band is Pig Destroyer” tem inacreditáveis três segundos de duração), como podem chegar a épicos 4 min e 47” (a conclusão com “Cliff Richard Drinks From The Skulls of His Enemies”).

O álbum não se destaca apenas pelo contraste gritante entre a duração das faixas, mas principalmente pela competência e facilidade da banda em ser sarcástica e ainda assim brutal em sua essência. É pra bater cabeça e arruinar o “mosh pit” em baile de carnaval na Cracolândia (ou pelo menos no que sobrou dela). E lembra do Rod Stewart? Pois bem, aqui temos um tema em sua homenagem, a impagável “Rot Stewart”. Não preciso dizer mais nada.

Ricardo L. Costa

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