Requiem – “Collapse Into Chaos” (2021)
Massacre Records
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Entombed, Dismember, God Macabre
Nota: 7,5
Contando com 25 anos de carreira, os suíços do Requiem são uma força do Death Metal underground, que depois de sete discos apresentam “Collapse Into Chaos”, mas um trabalho conhecido por sua abordagem implacável, autêntica e clássica em relação à sua música e letras.
O álbum foi produzido por Phil Klauser (guitarrista da banda), V.O. Pulver e Christoph Brande, e o trabalho de todos evidenciou a bateria em todas as canções. Sempre com um ritmo calcado no blast beats, o baterista Reto Crola dita o ritmo de todas as canções, fazendo um trabalho excelente. A cozinha é complementada por Ralf Winzer Garcia (baixo) e ajuda a manter o ritmo insano de todas as faixas, deixando a dupla Phil Klauser e Matze Schiemann (guitarras) livres para soltarem riffs pesados, rápidos e cheios de ódio.
A capa, feita pela artista Tata Kumislizer (Kumislizer Design), é um trabalho ótimo, que passa realmente a sensação de um colapso cheio de caos, com as criaturas surgindo do solo transformado.
Infelizmente o álbum acaba sendo um pouco enjoativo. Na faixa “Mind Rape”, que saiu como single, o gutural feito por Michi Kuster parece um tanto sem força, o que faz com que isso dê uma apagada no instrumental. A bateria continua sendo o destaque, assim como as guitarras que tem uma pegada do metal sueco.
Outra com a mesma pegada é “All Hail The New God”, que tem passagens mais cadenciadas, que despencam em um blast beat insano com as guitarras fazendo um ótimo trabalho e soltando um solo melódico excelente.
“Only Empty Words Remains” é uma pedrada, que eleva a rapidez da bateria e com o baixo tendo seu destaque. As guitarras novamente têm a influência de Dismember e Entombed, sendo essa faixa um dos destaques do disco.
“Collapse Into Chaos” é um bom álbum de Death Metal, com pegada Old School, porém os vocais acabam prejudicando um pouco, além de uma repetição em alguns riffs aqui e ali. Vale a pena escutar para ver como o underground produz ótimos trabalhos, com inspiração e pegada.
Lucas David
