Revolution Saints – “Rise” (2020)

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Revolution Saints – “Rise” (2020)
Frontiers Music
#HardRock#MelodicRock#AOR

Para fãs de: Night RangerHardlineWhitesnakeJourney

Nota: 9,0

Seria o Revolutions Saints um projeto que é um super-grupo ou um super-grupo que é um projeto? Na realidade a resposta não tem nenhuma importância, pois quando Jack Blades (vocal/baixo), Deen Castronovo (vocal/bateria) e Doug Aldrich (guitarra) lançam algum trabalho sob o nome Revolution Saints, teremos com certeza música de qualidade.

E não é diferente no novo álbum, “Rise”. Obviamente, a qualidade do trabalho em muito tem a ver com a capacidade e experiência do trio envolvido e com a ajuda do “multi-bandas” da Frontiers, Alessandro Del Vecchio, tanto nas composições, como gravando os teclados, o resultado final é excelente.

“When Heartache has Gone” é abertura já em altíssimo nível e dando uma amostra do que o ouvinte vai encontrar em todo o álbum. Excelente vocal de Castronovo, dando um ar meio Journey, enquanto Doug Aldrich nos concede a sua melhor emulação de Neal Schon, dando o seu característico toque de classe. Que excelente abertura. Jack Blades tem mais espaço para colocar o seu vocal em “Rise” do que nos trabalhos anteriores. Uma boa amostra é “Price To Pay”, onde temos um dueto Blades/Castronovo nos vocais, lembrando muito faixas do Night Ranger onde Blades dividia as vozes com o baterista Kelly Keagy. Além disso, outro riff matador de Doug Aldrich.

A melódica “Coming Home” tem aquele clima de “Rock Arena” que nos leva diretamente aos grandes tempos dos videos rolando na MTV nos anos 80, enquanto na balada “Closer”, posso imaginar um estádio cheio e os isqueiros acesos (isso para os mais velhos, pois hoje em dia são os celulares que tomam conta dessa parte). A faixa título é puro Hard Rock, com Doug Aldrich brilhando de novo com seu arsenal de riffs e solos pegando fogo.”Talk To Me” é outro destaque. Cheia de groove e classe, melódica até o talo, tocaria tranquilamente nas rádios FM na “Era de Ouro do Hard Rock”.

Estamos no inicio de fevereiro, mas posso afirmar que o Revolution Saints está nos entregando um dos melhores álbuns de 2020 no estilo. Seria ótimo que o trio se tornasse banda fixa em “tempo integral”, mas cada um dos integrantes tem uma (ou mais) bandas principais para tomar conta. Nos resta então aguardar o próximo álbum de estúdio e aproveitar e ouvir muito “Rise”.

José Henrique

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