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Rian – “Twenty-Three” (2021)

Rian“Twenty-Three” (2021)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock, #HardRock

Para fãs de: Eclipse, Work of Art, Brother Firetribe, The Nights, Return

Nota: 9,0

Quatro anos após sua estreia a banda Rian está de volta! “Twenty-Three”, o primeiro pela Frontiers é um grande avanço musical, sendo mais bem elaborado e arranjado, com músicas mais maduras e performances mais convincentes do que o bom “Out Of The Darkness” de 2017.

O trio, Jan Johannsson na bateria, o vocalista e guitarrista Richard Andermyr e Jonas Melin no baixo se tornou um quarteto com a adição de Tobias Jakobsson na guitarra. Mais conhecido por seu trabalho em bandas de Death Metal (Netherbird e Riket), ele respeita o estilo e adiciona peso aos riffs e solos surpreendendo com um trabalho digno dos grandes guitarristas de rock melódico.

Junte a isso a produção poderosa de Daniel Flores (Find Me, The Murder Of My Sweet), dando profundidade e deixando as músicas respirarem, com a coesão/solidez da banda e temos um álbum marcante e cativante para os fãs do estilo.

Trazendo na bagagem influências de Bon Jovi a Survivor e Def Leppard a Europe, a banda as repagina com as melodias e progressões das bandas suecas atuais e nos apresenta um cardápio variado de riffs impactantes, melodias marcantes, refrões melódicos, vocais excelentes e guitarras avassaladoras.

Músicas como o excepcional ataque quádruplo inicial (“Stop”, “In The Dark”, a suave “Where Do We Run” e a faixa-título), a excelente “mid-tempo” “For Your Heart”, a incrível “power ballad” “My Ocean”, as já clássicas “Body And Soul”, “The Passanger” e “We Belong”, a antológica “Stranger To Me” e “Your Beauty”, são incríveis canções de rock melódico, fazendo deste um sério candidato a álbum do ano no estilo.

Música tem muito a ver com sentimentos e Rian parece ter criado um álbum que retrata sua experiência ao longo da vida, apesar de às vezes faltar um pouco de identidade.

João Paulo Gomes

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