
Ringworm – “Death Becomes My Voice” (2019)
Relapse Records
#ThrashMetal, #Hardcore, #HeavyMetal
Para fãs de: Slayer, Madball, Hatebreed
Nota: 8,5
Três anos após “Snake Church”, álbum que tive a oportunidade de resenhar aqui pelo Metal na Lata, o Ringworm volta à carga com “Death Becomes My Voice”, um trabalho superior ao seu antecessor.
Pesado, muito pesado onde deixou sua veia metal muito mais exposta. O grupo apresenta aqui 11 faixas onde a agressividade, violência, velocidade, rispidez e peso ditam o ritmo de forma uniforme. Composta por HF (vocal), Matt Sorg (guitarra), Mark Whiterspoon (guitarra), Ed Stephens (baixo) e Ryan Steigerwald (bateria), a banda norte americana, formada em 1991, mostra que soube como poucas transformar suas influências em uma sonoridade única. Fazendo um Hardcore, Metal, Thrash Metal, Rock N’ Roll e tendo influências de Motorhead, Hellhammer, Celtic Frost, Discharged e Thin Lizzy, pode soar de certa forma estranho? Sim, mas escute a porradaria que esse álbum emana e depois a gente conversa…
A faixa título abre o trabalho como um soco na boca do estômago, tamanha a agressividade e violência que surgem nos riffs absurdos da dupla Matt e Mark. Já o vocalista HF consegue transpôr toda sua raiva em forma de vocais insanos. Na sequência, o Hardcore do grupo surge em “Carnivores”, que ainda assim, deixa seu lado mais pesado e metálico exposto. E tome peso em “Acquiesce”. Aqui, a cozinha da banda se destaca por conta do peso proporcionado pela dupla Ed e Ryan, baixo e bateria respectivamente. Mais arrastada, a faixa é um dos destaques do álbum. “Do Not Ressuscitate” traz o lado Punk/Hardcore mais explícito do grupo.
“Dead to Me” é outro grande momento. Dono de muito peso, a faixa ganha mais intensidade à partir da sua metade, onde a velocidade imprime sua marca. Ainda podemos destacar “The God of New Flesh”, Dying by Design”, que tem uma levada mais “Rock N’ Roll”, “Separate Realities”, veloz agressiva, assim como “Let it Burn”.
Superior ao trabalho anterior, que já era muito bom, “Death Becomes My Voice” se mostra um álbum extremamente agressivo, pesado e muito mais “metal” que os outros, que deve ser apreciado por todo fã de metal, seja ele mais extremo ou voltado ao Hardcore. Grande disco. Grande banda!
Sergiomar Menezes





