Riot – “Armor of Light” (2018)
Nuclear Blast
#HeavyMetal, #PowerMetal, #SpeedMetal
Para fãs de: Judas Priest, Accept, Metal Church
Nota: 9,5
Em 2012, o Riot sofreu um baque daqueles que muitas bandas não superam e, por muito menos, encerram as atividades: o fundador, líder e guitarrista, Mark Reale faleceu e não seria nenhuma grande surpresa, se a banda encerrasse as atividades. Porém, os integrantes da banda resolveram seguir em frente, e renomearam a banda para “Riot V” (o “V” refere-se à quinta era da banda, com o atual vocalista Todd Michael Hall sendo o quinto a ocupar o posto), por reconhecerem que não poderiam ser chamados de “Riot” sem o mentor de toda a história, com uma trajetória de mais de 40 anos dedicados à paixão pelo Heavy Metal.
É de deixar boquiaberto qualquer headbanger, que o Riot V não canse de lançar álbuns fantásticos desde o seu início, sendo que este “Armor of Light” é o 16º trabalho de estúdio, e que em nada fica devendo aos maiores clássicos trabalhos da banda como “Rock City” (1977), “Fire Down Under” (1981) e “Thundersteel” (1988). A relevância da banda dentro do Power/Speed Metal praticado por eles é tamanha, que nomes como Axel Rudi Pell, Crystal Viper e Alpha Tiger gravaram versões para um CD tributo lançado em 2015. O Riot V ostenta um nome de muito, mas muito respeito na cena. Não é à toa, que a banda foi introduzida no Hall da Fama do Heavy Metal em 2018, ao lado de nomes como Exodus, Anvil, Nick Menza, Bill Ward, Billy Sheehan dentre outros.
Em todos os 55 minutos de duração do tracklist regular, a banda não dá um descanso a ninguém, e despeja seu Power/”Ultra Speed” Metal sem dó nem piedade. “Victory” tem um andamento que me lembrou a clássica “The Trooper” (Iron Maiden), uma verdadeira aula de riffs e solos melódicos pra abrir o trabalho “chutando a porta”. Outro destaque fica para a veloz “Messiah” com uma levada insana de bateria, além dos agudos de Todd Michael Hall, mostrando-se cada vez mais a vontade e saindo da zona de conforto. Tem até espaço para os fãs de bandas como Hammerfall e Accept se deliciarem em “Caught in the Witches Eye” com seu andamento mais cadenciado e refrão melódico. O encerramento vem como uma avalanche: “Raining Fire” tem uma levada de baixo que salta aos ouvidos, fazendo desta, uma faixa especial, possivelmente, a melhor do trabalho.
Ainda há uma versão física em digipack com as faixas bônus “Unbelief” e a regravação daquele que é possivelmente, o maior clássico da banda, a fantástica “Thundersteel”.
Temos aqui, um fortíssimo candidato a frequentar as listas de Melhores do Ano, com seu som moderno (leia-se moderno, e não “modernoso”). Bandas como o Riot V devem ser sempre reverenciadas por aqueles que amam o Heavy Metal, afinal não é qualquer banda que chega a mais de 4 décadas de existência, em atividade praticamente ininterrupta. Para apreciar sem nenhuma moderação!
Mauro Antunes
