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Riot – “Sons of Society” (2017) (Relançamento)

Riot – “Sons of Society” (2017) (Relançamento)
Metal Blade Records
#MelodicPowerMetal#HeavyMetal

Nota: 8,0

Este é o décimo primeiro álbum de estúdio do Riot, sendo uma das evidências de que esta banda norte-americana, liderada por um verdadeiro batalhador do gênero, o guitarrista Mark Reale, sempre fora subestimada na história do Rock/Metal, mesmo com uma coleção de clássicos e álbuns acima da média.

Um pouco menos brilhante que o anterior “Inishmore” (1998), este “Sons of Society” (1999) mantém o tratamento do tradicional Heavy Rock, e da alta classe melódica, diminuindo os flertes com o Power Metal Melódico, esbanjando claras influências deRainbowWhitesnakeDeep Purple (fase MKIII), Yngwie Malmsteen, e da era noventista do Black Sabbath.

Em termos de comparação com seu “disco irmão”, “Inishmore” [1998], talvez pelo trabalho anterior ser guiado por um conceito, as composições de “Sons of Society” soam mais variadas em suas estruturas rítmicas, mais voltadas ao peso do Heavy Metal, deixando um pouco de lado o frenesi progressivo do Metal Melódico, mas sem perder a envolvência melódica do Hard Rock, principalmente pelos refrãos pegajosos, como bem mostram as ótimas “On the Wings of Life” e “Sons of Society”.

Neste sentido, a dupla de guitarristas, completada por Mike Flyntz, carrega o protagonismo do álbum, com riffs vigorosos e solos incisivos.

E mesmo que alguns critiquem os exagerados mimetismos “coverdaleneanos” nestas composições, acredito que a performance do vocalista Mark Di Meo condiz e se enquadra com o gênero explorado, e mesmo que não seja uma unanimidade, sua parcela como compositor e sua honestidade vocal se encaixam nesta fase da banda como uma luva.

Ainda dentre as faixas, podemos destacar a envolvente “Twist of Fate”, a balada “Cover Me”, e a veloz “The Law”.

Este álbum também virá na próxima leva de relançamentos da banda perpetrada pela Metal Blade, em versão remasterizada por Patrick Engel, e com cinco faixas bônus (onde se destaca “Queen”, bônus da versão japonesa).

Ou seja, já não existe mais desculpa para que você ignore esta ótima fase da banda, e só se lembre de álbuns como “Narita” (1979) e “Thundersteel” (1988), quando pensar no Riot.

Marcelo Lopes Vieira

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