
Rob Zombie – “The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#IndustrialMetal
Para fãs de: Marilyn Manson, Ministry, Static-X
Nota: 7,5
Rob Zombie é aquele músico que não precisa de muita introdução. Já tendo sucesso desde os anos 90 na época do White Zombie, o músico também se aventura na área do cinema, tanto que vai fazer uma versão daquela clássica sitcom “The Munsters” (Os Monstros, no Brasil), fugindo um pouco da temática de horror/terror que vinha produzindo até então. Admito que estou ansioso para ver como vai ficar.
Musicalmente falando, tem uma carreira com vários sucessos como “Superbeast”, “Dragula” e “Iron Head” que gravou com o Ozzy Osbourne. Apesar de não ser considerada um “sucesso”, é uma música que acho absolutamente genial. Agora, em 2021, lança “The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy”, mantendo fielmente a tradição de nomear de modo muito louco seus álbuns, como por exemplo, seu lançamento anterior “The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser”.
O presente lançamento de 2021 se inicia com a faixa de introdução “Expanding The Head Of Zed”, que imediatamente lembra o estilo dos efeitos de Rammstein, além de um leve coro ao fundo e muitos “samplers” assim como a lendária banda Ministry, que basicamente moldou o Industrial Metal. Estes samplers se juntam com o início da “The Triumph Of King Freak (A Crypt Of Preservation And Superstition)” que é a mais pura essência do som tradicional de Rob Zombie: vocais fortes, guitarras poderosas, bateria bem “batidona”, apesar de que ao vivo os vocais não possuem a mesma intensidade.
Vale ressaltar que o Rob Zombie anda muito bem acompanhado com Piggy D no baixo e simplesmente com John 5 nas guitarras além de Ginger Fish na bateria, que acompanhou Marilyn Manson em seus maiores sucessos e, em alguns deles, também com John 5. “The Ballad Of Sleazy Rider” tem a cara de música típica para se tocar ao vivo, tendo até mesmo uma parte com batidas de palmas e o vocal isolado, perfeito para interagir com o público.
“18th-Century Cannibals, Excitable Morlocks and a One-Way Ticket on the Ghost Train” é uma viagem. Começa com uma gaita, entra guitarra estilo country, junto com tipo um banjo, bateria também no estilo bem country “raiz” e um breve momento de “metal” ao meio e no final. “The Eternal Struggles of the Howling Man” tem uma pegada mais rápida, assim como “The Satanic Rites Of Blacula”.
Na reta final, tem-se “Get Loose” que em alguns momentos tem uns toques de música árabe, mas em sua maior parte tem a batida clássica de Rob Zombie. É nítido que o álbum possui muitos “interludes”, (5, para ser exato) que não passam de um minuto que servem como “preparativo” para as faixas seguintes. O último deles é “The Serenity Of Witches” que antecede a música que finaliza o álbum: “Crow Killer Blues” que se inicia “bem metal”, com ótima guitarra, e finaliza com um blues, pra dar jus ao nome da faixa. Deste modo, encerra-se a “loucura” (tanto no bom quanto no mal sentido) chamada “The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy”.
Caio Siqueira Iocohama





