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Rock Soldiers – “Volume 24” (2018) (Coletânea)

Rock Soldiers – “Volume 24” (2018) (Coletânea)
Ugk Discos
#ThrashMetal#DeathMetal#PunkRock#Hardcore

Nota: 8,0

O vigésimo quarto volume da tradicional coletânea Rock Soldiers marca seus vinte anos de existência, exibindo força e relevância como um demonstrativo da atual cena do metal nacional.

Sim, existem quatro músicas de bandas internacionais dentre as vinte e duas faixas enumeradas na coletânea, mas, no geral, ainda podemos tirar conclusões interessantes do repertório.

A dinâmica das coletâneas quase sempre é a mesma, e o objetivo é sempre oferecer um cardápio vasto dentro dos subgêneros do Heavy Metal para o ouvinte, que pode descobrir novas bandas num momento em que o mar de opções e de álbuns lançados diariamente parece infinito.

E neste quesito, não dá pra relevar nomes como o Blood Corrosion, com sua identidade própria e criativa em “Abdication Of The Soul”, ou o Viletale e sua sujeira agressiva e psicótica em “Suicide Of Dei”, que abrem a coletânea e são seus pontos máximos.

No restante do repertório tem pra todo os gostos. Speed Metal “satânico” à moda oitentista (Sacrifice in Blood), Crossover de motivos inconformistas (Marreta), Metal Tradicional com melodias de guitarra dobradas (White Dragon), Metal em português com altíssima qualidade (Barril de Pólvora), Thrash Metal brutal (Exorcismo) e até Crust/Hardcore (Atestado De Óbito).

Essa coletânea só reforça a qualidade e a diversidade do metal nacional, ao mesmo tempo que escancara duas verdades: (1) nossas bandas não devem em nada em termos de qualidade de composição e criatividade, em comparação com as bandas internacionais; mas (2) em vários casos, a produção diletante mina essas qualidades e a criatividade.

Exemplos? Blood Corrosion, Viletale, e Barril de Pólvora parecem num patamar muito mais alto simplesmente pelo esmero na produção. Em contrapartida, o Putos Brother’s Band e o White Dragon tinham tudo para se destacarem ainda mais pela alta qualidade de composição, mas foram “autossabotados” pela produção. No caso das bandas mais voltadas ao Punk/Hardcore, nem olho com tanto rigor, pois muitas vezes essa produção mais crua é parte da estética do estilo.

Dentre as bandas internacionais, destaque ao rock eficiente dos argentinos do Garrafa Social, com pinceladas tímidas de Hard Rock e Punk, além de bons naipes de metais.

E não dá pra fechar essa resenha sem comentar a versão interessante, para dizer o mínimo, que o Astro Nautikos fez para “Friday, I’m In Love”, do The Cure, em “Vento Sul”, com suas letras surreais e reforçando diversidade da coletânea.

Longa vida à coletânea Rock Soldiers e que venham mais volumes!

Marcelo Lopes Vieira

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