Ruthless – “Curse of the Beast” (2026)
Fireflash Records | Shinigami Records
#HeavyMetal #PowerMetal #SpeedMetal
Para fãs de: Metal Church, Riot V, Running Wild
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 8,0
O Ruthless é uma banda californiana que ganhou certa notoriedade no underground americano com seus dois primeiros trabalhos, o EP “Metal Without Mercy” (1984) e o álbum “Discipline of Steel” (1986). Infelizmente, a banda encerrou suas atividades logo depois, retornando apenas 20 anos mais tarde, em 2008. Desde seu retorno, “Curse of the Beast” é seu quarto disco completo de estúdio e, possivelmente, o melhor.
A sonoridade da banda é bem raiz, oitentista, visceral e sem enfeites. Rápida, direta e agressiva, como boa parte dos fãs saudosistas ainda faz questão de abraçar. Transitanto entre o Metal Tradicional, o Power Metal e o Speed Metal, e flertando por vezes com o Thrash, a banda consegue entregar um trabalho bastante agradável de ouvir, que remete diretamente às nuances clássicas dos anos 80.
O vocalista Sammy DeJohn comanda a banda desde sua formação, apresentando linhas vocais agressivas e contundentes, embora com pouca variação melódica. A cozinha é forte e combina bem com a energia dos riffs de guitarra. Nesse aspecto, merece destaque o trabalho do baixista Sandy K. Vasquez, que consegue demonstrar criatividade mesmo em passagens harmonicamente mais “retas”.
Os pontos altos estão na faixa-título, rápida e com bastante punch; em “Suffocating Fear” e seu belíssimo riff inicial; em “Blood Coalition”, que apresenta o melhor solo de guitarra do álbum; e no cover de “Metal Gods”, do Judas Priest, que vem de brinde ao final do disco.
“Curse of the Beast” é, acima de tudo, um álbum que sabe exatamente o que pretende entregar. Sem buscar reinventar o gênero, o Ruthless aposta na força do Heavy Metal tradicional e mantém viva uma sonoridade que continua encontrando espaço entre os fãs mais fiéis do estilo.





