Sacriversum – “Before the Birth of Light” (2026)
Fireflash Records | Shinigami Records
#MelodicDeathMetal #ProgressiveDeathMetal
Para fãs de: Persefone, Amorphis, Opeth
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 10
Banda polonesa pouco conhecida do grande público mundo afora, o Sacriversum foi formado em 1992. Depois de um hiato de quase 20 anos, voltou à ativa em 2022. Esse é, portanto, seu sexto disco completo de estúdio.
A sonoridade da banda mudou muito ao longo dessas décadas. No começo, o grupo estava mais ligado ao Thrash e ao Death tradicional. Posteriormente, a banda chegou a mergulhar fundo no Doom Metal. Agora, apresenta algo mais ligado às origens, porém com uma abordagem mais melódica.
Além disso, a natureza camaleônica do som do grupo mostra que os caras são criativos. Da mesma forma, eles não têm medo de arriscar.
E em Before the Birth of Light, meus amigos, eles acertam na mosca. Tenho por ressalva apenas algumas falhas na produção do disco. Porém, elas em nada comprometem a qualidade das composições.
Tendo por base um Death Metal vigoroso, a banda aposta em vocais rasgados. As guitarras são agressivas e a cozinha acelerada. Ainda assim, o grupo consegue criar harmonias e melodias cativantes e sofisticadas.
Esses elementos são capazes de agradar até os ouvintes mais apegados aos aspectos técnicos da música.
E o grande diferencial do Sacriversum parece estar nos teclados de Baran. Aqui, o teclado não é mero enfeite. Ao contrário, ele toma conta da música por muitas vezes.
Além disso, destaca-se em solos e em passagens mais introspectivas. Como se não bastasse, a pegada à la Deep Purple escancara as influências setentistas da banda.
Ao mesmo tempo, os teclados acrescentam boas doses de melodia à brutalidade orgânica do grupo. Assim, esse toque ousado e brilhante dá o arremate na identidade da banda.
O álbum é composto de 9 faixas e cerca de 44 minutos. Ainda assim, elas passam de forma fluida e dinâmica, sem deixar o nível cair em nenhum momento.
Meus pontos altos vão para “We´re Storming Through the Night”. A faixa abre o disco e traz o primeiro show dos teclados.
Também destaco a acelerada “Let Us Ride The World”, que vem na sequência. Por fim, há a épica e envolvente “Chief of the Fearless”.
A faixa finaliza o disco e garante a nota 10 desse grande achado. Portanto, não deixe de dar o play!

