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Sadus – “The Shadow Inside” (2023)

Sadus – “The Shadow Inside” (2023)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Dark Angel, Testament, Slayer, Kreator, Sodom, Destruction

Texto por Johnny Z.

Nota: 9,0

Após um longo hiato de 17 anos sem lançar material inédito, os americanos do Sadus, agora atuando como uma dupla composta por Darren Travis (vocal/guitarra/baixo) e John Allen (bateria) – Steve Di’Giorgio (baixo, Testament) não pôde participar das gravações devido a outros compromissos – lançaram no mercado o seu sexto álbum de estúdio, marcando uma carreira que já perdura quase 40 anos no cenário do Thrash Metal.

O baixo marcante e estalado de Di’Giorgio faz falta? Sim, bastante, pois aquele som orgânico e robusto não aparece aqui, mas não é por isso que soa ruim ou descaracterizado. Muito longe disso, no que se refere ao baixo, o álbum é correto e bem evidente, apenas não brilha; está lá no lugarzinho dele sem fazer ‘balbúrdia’ (risos).

Tudo que representa o som do Sadus está presente em “The Shadow Inside” e em doses cavalares, inclusive soando até mais brutal, com direito até a umas levadas de blast beats quebradas de tirar o fôlego. Essas partes ‘black metal’ me lembraram o Dragonlord, projeto de Eric Peterson, do Testament, e um bom exemplo disso é a ótima e vibrante “It’s The Sickness”.

Sim, também temos groove, temos uma saraivada de riffs palhetados e carnudos, gritaria rasgada típica de Darren. Ou seja, qualquer reclamação perante esse estupendo trabalho é patética e deve ser ignorada.

Podemos destacar também as faixas “Scorched And Burnt”, que parece uma união de Testament, Megadeth e Destruction devido à cadência recheada de peso nos riffs palhetados e os vocais ríspidos que lembram vagamente Dave Mustaine do início de carreira. A esplêndida e puramente Thrash Metal da Bay Area “Devil In Me”, a agressiva como um tanque desgovernado e tipicamente Slayer “Ride The Knife”, a violenta e ultrarrápida daquelas feitas para arrancar os ossos do corpo “Anarchy”, com um leve toque de Deicide nos vocais de apoio, e “No Peace”, uma verdadeira aula de genialidade pesada, além da melancólica faixa título que tira um pouco o Sadus da zona de conforto em seu início até uma avalanche Thrash que vai te fazer sangrar!

São 10 faixas extremamente bem compostas, cheias de ‘feeling’, energia, peso brutal e técnica de sobra, coisas que esses caras dominam há trocentos anos com muita maestria! Vida longa ao Thrash!

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