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Sail – “Slumbersong” (2017)

Sail – “Slumbersong” (2017)
Independente

Nota: 8,0

Surgida das cinzas da banda inglesa Husk, o Sail trouxe uma homogênea fórmula de Sludge, com melodia, riffs pesados e cacoetes progressivos, transitando por influências que vão de Acid Bath à Cathedral, passando pelo Torche, Baroness e Mastodon, envolto numa produção bem desenhada para o gênero, cavernosa, sombria, orgânica e profunda.

Ou seja, se situam na encruzilhada do Stoner Metal com o Grunge, oxigenada por passagens climáticas, e inflamada por guitarras embebidas em fuzz, que casam perfeitamente com as linhas vocais e floreiam a estrutura pesada da dupla baixo-bateria.

As tonalidades progressivas estão bem camufladas, aparecendo mais nos momentos climáticos, sendo que, ao longo do trabalho, ainda experimentamos um pouco de post-rock nos movimentos dinâmicos.

Grosso modo, “Slumbersong” é um álbum guiado por guitarras precisas que emergem à superfície e mergulham na massa sonora, criando um clima pesado e viajante, meio “hippie de asfalto” (como na faixa-título), de onde emergem ótimas composições como “The House”, “Old Tom” e “Shimmer”.

Porém, como para quase todas as bandas que mergulham no gênero, as armadilhas são as mesmas: músicas repetitivas e vocais enjoativos! O que o Sail fez foi imprimir energia e densidade lisérgica diferentes em cada faixa para tentar sair, e não fugir, destas armadilhas.

Uma saída inteligente dos problemas oferecidos pela proposta que escolheram, exercitando a maturidade que os coloca dentre as revelações com maior potencial do gênero.

Marcelo Lopes Vieira

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