Ícone do site METAL NA LATA

Sanguisugabogg – “Hideous Aftermath” (2025)

Sanguisugabogg – “Hideous Aftermath” (2025)

Century Media Records
#DeathMetal #BrutalDeathMetal

Para fãs de: 200 Stab Wounds, Peeling Flesh, Dying Fetus

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Chegando ao seu terceiro álbum e ainda carregando a bandeira do death metal mais brutal, assassino e delinquente, o Sanguisugabogg apresenta Hideous Aftermath, um disco coberto de sangue, tripas e muita violência. Felizmente para nós, ouvintes, toda essa sujeira fica apenas nas letras e na temática. Musicalmente, a banda dá um salto de qualidade surpreendente, entregando um trabalho mais coeso, agressivo e profissional em relação ao seu antecessor, Homicidal Ecstasy (2023). Sob o comando do produtor Kurt Ballou (Converge), o Sanguisugabogg alcança um novo nível de insanidade que atinge o ouvinte em cheio.

O disco não perde tempo e explode logo na primeira faixa, “Rotted Entanglement”, que soa como se estivesse sendo triturada por um moedor de carne. Cody Davidson despeja blast beats e bumbos duplos sem qualquer misericórdia, enquanto os riffs da dupla Drew Arnold e Cedrik Davis são sujos, pesados e devastadores, formando uma avalanche de técnica e agressividade. Já os vocais de Devin Swank são monstruosos e entregam alguns dos melhores guturais graves que você ouvirá atualmente.

“Heinous Testimony” aposta em uma levada mais cadenciada, alternando momentos de blast beats e riffs acelerados com passagens voltadas ao peso extremo. Os vocais guturais insanos e um breakdown igualmente avassalador fazem desta uma das faixas mais pesadas do álbum. Já “Abhorrent Contraception” apresenta um dos riffs mais brutais e cavalares de todo o disco, sustentado por um andamento marcante, arrastado e carregado de groove. Próximo da metade, a música alterna entre explosões de velocidade, impulsionadas pelos bumbos duplos, e trechos mais lentos, culminando em um breakdown gigantesco que a transforma em um dos grandes destaques do trabalho. Seu videoclipe é ainda mais perturbador que a própria música e certamente vale a experiência, desde que você tenha estômago forte.

Já na reta final, “Semi-Automatic Facial Reconstruction”, que conta com a participação de Travis Ryan, do Cattle Decapitation, é puro sadismo sonoro. Os blast beats são tão demoníacos que parecem ter sido extraídos diretamente das profundezas do inferno, enquanto os vocais inconfundíveis de Ryan conseguem deixar uma banda já extremamente brutal ainda mais agressiva.

Com um álbum que demonstra uma evolução natural e precisa, sem abrir mão da potência e das características que diferenciam o grupo, o Sanguisugabogg prova que é possível amadurecer sem suavizar sua proposta. Hideous Aftermath é o trabalho mais pútrido, perverso e gore da carreira da banda até aqui. E, para a sorte dos fãs do death metal extremo, esses maníacos parecem estar apenas começando.

Sair da versão mobile