Sanguisugabogg – “Homicidal Ecstasy” (2023)
Century Media Records
#DeathMetal
Para fãs de: Cannibal Corpse, Mortician, 200 Stab Wounds
Nota: 7,5
Ao longo dos anos, o Death Metal talvez tenha se tornado mais conhecido por seus logotipos indecifráveis e nomes de bandas impronunciáveis. O Sanguisugabogg, de Ohio, pegou esses estereótipos e os levou adiante, gerando uma massa de memes, piadas sobre seu nome e da distorção usada no logotipo. Mas funcionou. Turnês com bandas como Cannibal Corpse e Terror, e o contrato com a Century Media serviram para mostrar aos que viraram o rosto como a banda poderia fazer um trabalho bem-feito, vide o EP “Pornographic Seizures” de 2019 e seu álbum de estreia “Tortured Whole”. Agora eles estão de volta com o segundo álbum, “Homicidal Ecstasy”, e enquanto o sentimento de assassinato ainda paira no ar, a banda mostra que eles não são os mesmo de antigamente.
Eles mudaram suas letras, mesmo possuindo faixas como “Testicular Rot” e “Face Ripper Of”, algumas abordam questões mais introspectivas, como “Mortal Admonishment” que fala sobre luto e utilizam batidas mais fortes e com menos pressa. Outro ponto importante pode ser encontrado na mixagem feita por Kurt Ballou (Converge) que manteve tudo cru, mas de uma maneira que cada riff da guitarra seja um soco na cara do ouvinte. Destacando a bateria de Cody Davidson que cria uma parede sonora tão pesada que parecem estremecer tudo com as batidas na caixa e nos pratos, dando a faixa “Black Market Vasectomy”, por exemplo, uma face mais sinistra.
Aqui também destacamos o groove que a banda empregou no disco, mantendo e aumentando a marca que possuem de ser uma banda brutal e obcecada por terror, mas a qual você pode se divertir. Em “Necrosexual Deviant” a banda mostra bem esse terror, mas com um som que faz você “dançar”, sendo um bom hino para uma festa Grind, além é claro, de ter uma porção de blast beats no meio, lembrando que você está sim em um pesadelo terrível.
O único problema que aparentemente atormenta a banda é que ela está muito “cheia”. Embora as 12 faixas e os 45 minutos não pareçam muito no papel, há algo nesse meio que faz parecer que o álbum tem o dobro de duração. Talvez pela cadência das músicas, as partes mais grooveadas, que tomam boa parte da duração, mesmo sendo um destaque, infelizmente criam essa dualidade e traz certo cansaço para as faixas.
Embora certamente haja alguns pontos altos (principalmente no final do álbum), “Homicidal Ecstasy” tem algumas pontas que podem ser aparadas. No entanto, o Sanguisugabogg mostrou que não está apenas se contentando com o que fizeram antes, e mostram uma grande vontade de continuar a desenvolver a mistura de blast beats, sujeira e filmes de terror. Eles ainda não chegaram lá, mas o progresso é notável e vale a espera do próximo lançamento.
Lucas David

