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São Paulo em Chamas Fest 78 reúne Clenched Fist, Álcool, Evilcult e Sacrifix em São Paulo

São Paulo em Chamas Fest 78 reúne Clenched Fist, Álcool, Evilcult e Sacrifix em São Paulo

Evento acontece em 19 de dezembro, na Arena Galeria, com quatro nomes do Heavy Metal e Thrash Metal nacional; ingressos custam a partir de R$ 40

O underground brasileiro volta a ganhar uma noite dedicada ao Metal pesado com a realização do São Paulo em Chamas Fest 78, marcado para 19 de dezembro, na Arena Galeria, em São Paulo.

A programação começa às 17h e reúne Clenched Fist, Alcool, Evilcult e Sacrifix, quatro bandas com propostas distintas dentro da música pesada nacional. A produção é da Impaled Records Brazil.

Com ingressos de Lote 1 por R$ 40, Lote 2 por R$ 50 e R$ 60 na porta, o festival mantém uma proposta acessível para o público que acompanha a cena underground.

Além disso, os ingressos físicos estão disponíveis na sede da produção, ampliando as opções para quem prefere adquirir a entrada presencialmente.

Entre as atrações está o Clenched Fist, banda paulistana formada em 2000 e dedicada ao Heavy Metal tradicional, com elementos de Speed Metal e uma identidade fortemente ligada ao underground.

O grupo atualmente conta com Vagner Fidelis (vocais), R’Herton (bateria), Luis “Toninho” Moura (baixo), Fabrizzio Hanoi (guitarra) e Pétros Nilo (guitarra).

O trabalho mais recente do Clenched Fist é Máquina Letal, lançado em novembro de 2024. O álbum apresenta dez faixas e inclui músicas como “Espectros na Escuridão”, “Entranhas de Corpos e Pestes”, “Não Recue Ante Nenhum Pretexto”, “Flagellun Dei”, “Underground” e “Máquina Letal”.

O disco também marcou uma nova fase para a banda, que segue levando ao palco material autoral ao lado de músicas que já fazem parte de sua trajetória.

A presença do Clenched Fist também reforça a ligação do São Paulo em Chamas Fest 78 com a história recente do Heavy Metal paulista.

Em apresentação realizada em 2025 ao lado do Ambush, a banda divulgou Máquina Letal e mostrou no palco faixas como “Não Recue Ante Nenhum Pretexto”, “Entranhas de Corpos e Pestes”, “Speed Metal Attack” e “Underground”.

Formada em São Paulo, a Álcool é uma banda de Speed Metal que combina riffs velozes, vocais rasgados e influências da sonoridade oitentista. Cantando em português, o grupo constrói suas músicas com guitarras afiadas, mudanças de andamento e uma abordagem que aproxima a energia do Speed Metal da agressividade do Metal tradicional. A banda apresentou suas primeiras composições no EP Selvagens da Noite, lançado em 2016 pela Cianeto Discos, com seis faixas, entre elas “Iremos Lutar”, “Conjuração” e “Extermínio”. Em 2019, lançou seu primeiro álbum completo, Alta Velocidade, que reúne oito músicas autorais, incluindo a faixa-título, “Falsos Heróis”, “Vítima Noturna” e “A Oferenda”.

Em 2024, a Álcool lançou Templo do Horror, álbum com oito faixas que aprofunda o lado sombrio de suas composições. O repertório inclui “A Maldição do Passado”, “Infernal Redenção (A Queda de Cristo)”, “Sangue no Altar”, “Queimando as Regras de Deus” e a faixa-título. O disco também traz uma versão de “Princesa do Prazer”, composição da Dorsal Atlântica, aproximando a banda de um dos nomes históricos do Metal brasileiro. Com uma trajetória construída a partir de lançamentos autorais e da presença na cena underground, a Álcool mantém o foco no Speed Metal cantado em português, com letras provocativas, riffs intensos e referências que remetem à tradição do Metal nacional.tenha sido lançado originalmente em 2013, À Beira da Loucura voltou a aparecer oficialmente nas plataformas digitais em 2024, mantendo o catálogo do grupo disponível para uma nova geração de ouvintes.

Outro destaque do festival será o Evilcult, diretamente de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Formado em 2016, o quarteto trabalha com uma combinação de Speed, Black e Thrash Metal, resgatando a atmosfera crua e agressiva do Metal extremo dos anos 1980.

A formação atual reúne Lucas “From Hell” Bittencourt (vocais e guitarra), Speed Lobo-Guará (baixo), Hell Bordini (guitarra) e Filipe Stress (bateria).

O lançamento mais recente do Evilcult é Triumph of Evil, terceiro álbum completo da banda, lançado em 19 de setembro de 2025 pela Awakening Records, com edição em LP pela Doomentia Records.

O disco possui nove faixas, entre elas “Diabolical Alchemist”, “Midnight Ritual”, “Triumph of Evil”, “Satanic Revolution”, “The Abyss”, “Warrior of Doom”, “Nosferatu” e “Endless Night”.

Além disso, Triumph of Evil aprofundou a combinação de Thrash e Speed Metal de inspiração germânica com elementos da primeira geração do Black Metal.

O próprio processo de composição aconteceu remotamente, já que os integrantes estavam vivendo em diferentes partes do país durante a produção do álbum.

Fechando o elenco do São Paulo em Chamas Fest 78, o Sacrifix representa diretamente a tradição do Old School Thrash Metal.

Fundado por Frank Gasparotto, o grupo construiu sua discografia a partir de referências como Slayer, Kreator, Sodom, Destruction, Testament, Annihilator, Possessed e nomes fundamentais do Metal brasileiro. Atualmente, a banda é formada por Frank Gasparotto (vocais e guitarra), Filippe Tonini (baixo) e Fábio Moysés (bateria).

O lançamento mais recente do Sacrifix é o EP Let’s Thrash, de 2025, trabalho que marcou a estreia da atual formação e também apresentou um processo de composição mais coletivo.

Antes dele, a banda havia lançado os álbuns World Decay 19 (2020) e Killing Machine (2023), além do EP The Limits of Thrash (2021).

Em entrevista ao Metal Na Lata, Frank Gasparotto explicou que o Sacrifix já trabalhava em material inédito para seu terceiro álbum.

Segundo o músico, o processo passou a contar com as ideias dos demais integrantes, mantendo, entretanto, a proposta de fazer Thrash Metal inspirado na velha escola.

Assim, o São Paulo em Chamas Fest 78 coloca no mesmo palco diferentes gerações e vertentes do Metal brasileiro, passando pelo Heavy Metal tradicional do Clenched Fist, pelo Speed Metal do Álcool, pelo Speed/Black/Thrash do Evilcult e pelo Thrash Metal old school do Sacrifix.

O resultado é uma programação voltada diretamente para quem acompanha a cena nacional e valoriza bandas autorais, riffs pesados e a força do underground.

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