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Scarlet Rebels – “Show Your Colors” (2019)

Scarlet Rebels – “Show Your Colors” (2019)
Rock Of Angels Records
#ClassicRock, #HardRock, #SouthernRock

Para fãs de: Black Star Riders, The Hellacopters, Rival Sons

Nota: 9,5

Sangue real corre nas veias do Scarlet Rebels: o guitarrista Josh Townshend é sobrinho de ninguém menos que Pete Townshend do The Who. Mas o sobrenome pouco importa levando-se em conta a equiparidade dos cinco responsáveis pelo crime (quase) perfeito que é “Show Your Colors”. O álbum traz Wayne Doyle (vocais), Chris Jones (guitarra), Wayne “Pricey” Esmonde (baixo), Gary Doyle (bateria) e o já citado Josh dando continuidade ao trabalho que desempenharam por quase uma década no extinto V0iD, mas trazendo para a linha de frente a maturidade que só se adquire com o tempo e a vivência.

O caráter diferenciado das composições enraizadas no classic rock do grupo — coisa que estamos carecas de ouvir atualmente, sejamos francos — faz-se ver nas letras, muitas das quais inspiradas na situação política do mundo de hoje em dia. Primeiro single e faixa de abertura, “No One Else to Blame” aborda a questão fazendo o ouvinte chamar para si a responsabilidade pela mudança que tarda a acontecer. O diálogo é estabelecido com “Blinded by the Pain”, cuja introspecção da primeira metade é convertida num exuberante crescendo à medida que Doyle canta, com legítimo sofrimento, sobre mal-estares da mente.

O leque de influências do quinteto é muito mais abrangente, no entanto: o talkbox de “Head’s in the Ground” remete a Richie Sambora — ou Peter Frampton, dependendo de qual for a sua principal referência de uso do apetrecho —, enquanto a baladaça “Heal”, com seu refrão contundente, rouba para si o posto de ‘hors concours’ do álbum — se bem que se faixas extras puderem postular ao trono, a fantástica “Radio Song” reina absoluta. Mais adiante, “Shattered Dreams” expõe uma faceta mais moderna, quase que em total contrapartida com “Returning Light”, balada perfeitamente imaginável no repertório dos Bryan Adams ou dos AOR a la Frontiers da vida. Recomendadíssimo!

Marcelo Vieira

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