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School of Violence – “We the People…?” (1988/2017) (Relançamento)

School of Violence“We the People…?” (1988/2017) (Relançamento)
Marquee Records
#ThrashMetal

Para fãs de: MotörheadDiamond HeadSepultura (fase “Bestial Devastation”)

Nota: 6,0

Infelizmente, a banda americana School of Violence meio que ficou na obscuridade, vivendo de alguma glória no submundo do underground e depois de alguns se tornando uma banda cult só que inativa, longe das redes sociais. Para aqueles que gostam das bandas lado B ou C do Thrash Metal, “We The People…?” é um prato cheio! Lançado oficialmente há 31 anos, sabemos que as limitações de produção e estúdio eram pontos pacíficos, então obviamente não podíamos esperar algo soberbo.

As músicas seguem de certa forma precárias, que ao meu ver acaba deixando o material muito aquém do que poderia ter sido lançado. Muitas bandas daquela época também sofreram com essas limitações, mas muitas conseguiram supera-las e lançaram trabalhos dignos de nota.

Aqui temos uma gravação fraca, no melhor estilo fundo de quintal, ou uma demo-tape captada na garagem de algum integrante, fazendo com que as faixas fiquem com aquele toque ardido, irritante e muitas vezes inaudíveis. Foi proposital? Poder ser, afinal, ainda tínhamos toda a magia dos primórdios pelos ares. Sobre as composições, elas seguem o padrão de tentativas de ter algo rápido, cru, mas com uma certa desenvoltura em partes mais quebradas, paradinhas clássicas do estilo, riffs pegajosos, vocal rasgado e forte, ou seja, temos mais paixão do que técnica nesse registro.

De algum modo, não consegui descobrir os motivos que fizeram de “We the People…? ” o primeiro e único álbum completo do School of Violence, para logo em seguida sumir do mapa. O atrativo dessa edição da Marquee Records fica por contar, além do álbum logicamente, uma demo completa de 1987 e faixas inéditas que fizeram parte de uma coletânea bem underground chamada “People Are Hungry” (1986). Sobre a qualidade sonora das mesmas? Mesmíssima coisa, tosqueira. É ruim? Não, mas como disse antes, irrita essa precaridade

Existem boas músicas, como “Following Blind”, “Man at the Top” e “Reign of the Clown”, que ainda sim merecem atenção de qualquer fã de música pesada. Vale a pena se você é bem saudosista, não liga para produções majestosas e quer somente bater cabeça com podreiras semelhantes a aquelas que eram gravadas em fitas cassetes de mil e novecentos e guaraná com rolha. Mas, independente disso, a Marquee Records fez um belíssimo trabalho em lançar esse CD em formato slipcase, somado a todo material extra e qualidade gráfica impecável! Nisso, temos que tirar nosso chapéu.

William Ribas

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